Rosangela Moro solicita ao TCU investigação sobre “possíveis irregularidades” de Lewandowski

Representação aponta conflito de interesses do ex-ministro da Justiça em relação às conexões de seu escritório com o Banco Master.

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Na imagem, a deputada federal Rosangela Moro (União-SP)

Na imagem, a deputada federal Rosangela Moro (União-SP)

Deputada Rosangela Moro solicita investigação ao TCU sobre ex-ministro Ricardo Lewandowski

A deputada federal Rosangela Moro, do União Brasil-PR, protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, pedindo a apuração de “possíveis irregularidades” cometidas pelo ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

De acordo com a deputada, Lewandowski deve ser investigado por ter firmado um acordo de aproximadamente R$ 6,5 milhões entre seu escritório de advocacia e o Banco Master, que é controlado por Daniel Vorcaro. A íntegra da representação está disponível em formato PDF.

Motivos para a investigação

O pedido de Rosangela Moro surge a partir de informações divulgadas que indicam que o ex-ministro mantinha vínculos com o banco enquanto ocupava um cargo público. Essa situação é classificada como um potencial conflito de interesses e uma violação da probidade administrativa, além de representar um “grave risco à credibilidade do Estado”.

A deputada enfatizou que o Brasil não pode permitir a convivência entre cargos de alta relevância institucional e vínculos econômicos privados que possam comprometer a imparcialidade do Estado. Segundo ela, quem ocupa o Ministério da Justiça deve estar acima de qualquer suspeita, pois a credibilidade das instituições depende do comportamento de seus dirigentes.

Posição de Ricardo Lewandowski

Na última terça-feira, 27 de janeiro, Lewandowski afirmou em nota que deixou de advogar para o Banco Master assim que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro. A indicação para atuar com o banco teria sido feita pelo senador Jaques Wagner, líder do Governo no Senado.

O ex-ministro declarou que, ao ser convidado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública em janeiro de 2024, retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu seu registro na OAB, deixando de atuar em todos os casos.

Consequências e próximos passos

O Estatuto da Advocacia proíbe explicitamente o exercício da advocacia por ministros de Estado, mesmo que sob a forma de consultoria. A deputada Rosangela Moro ressaltou que o combate à corrupção deve ser imparcial e não condicionado a conveniências políticas, defendendo a transparência e a responsabilidade como pilares do Estado de Direito.

O TCU agora analisará o pedido e decidirá se abrirá uma instrução técnica para investigar os fatos, podendo aplicar sanções ao ex-ministro caso as irregularidades sejam confirmadas.

Fonte por: Poder 360

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