Reação dos EUA à condenação da presidente interina da Venezuela
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o país não responderá à condenação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sobre a recente prisão de Nicolás Maduro e sua esposa. Durante uma coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump afirmou que Rodríguez, que assumiu a presidência interinamente, estava disposta a fazer o que fosse necessário. Em resposta, Rodríguez condenou a ação e exigiu a libertação de Maduro.
Rubio minimizou os comentários de Rodríguez em entrevista à ABC News, afirmando que a retórica não é o que importa, especialmente após a prisão de Maduro. Ele enfatizou que as ações concretas são o que realmente conta.
Expectativas dos EUA em relação à Venezuela
Rubio destacou que os EUA não julgarão o futuro com base apenas em declarações públicas, mas sim em ações concretas. Ele questionou se as drogas deixarão de entrar no país e se mudanças significativas ocorrerão sob a nova liderança. Caso essas questões não sejam abordadas, os EUA manterão suas opções, incluindo sanções e uma quarentena marítima.
Em entrevista à The Atlantic, Trump ameaçou Rodríguez, afirmando que ela pagará um preço alto se não seguir suas ordens, possivelmente maior do que o que Maduro enfrentou.
Reação dos militares venezuelanos
A presidente interina não é a única a se opor publicamente à ação dos EUA. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, rejeitou a ideia de que os Estados Unidos governariam a Venezuela, afirmando que a soberania do país foi violada. Ele exigiu a libertação imediata de Maduro e classificou a operação americana como um ato de malícia.
De acordo com um alto funcionário venezuelano, o número de mortos na ação, que inclui tanto militares quanto civis, chegou a 80, enquanto nenhum militar americano foi reportado como morto.
Conclusão sobre a situação na Venezuela
A situação na Venezuela continua tensa, com a comunidade internacional observando atentamente as reações dos EUA e as consequências das ações tomadas. A resposta do governo interino e a postura dos militares serão cruciais para o futuro político do país.
Fonte por: Jovem Pan
