Rússia reprova apreensão de petroleiro com bandeira russa pelos EUA
Kremlin considera ação “ilegal” e pede retorno dos russos da tripulação; confira detalhes no Poder360.
Rússia Critica Apreensão de Petroleiro pelos EUA
A Rússia manifestou sua desaprovação em relação à apreensão do petroleiro Marinera, que estava a caminho da Venezuela sob bandeira russa. A operação foi realizada pelo Exército dos Estados Unidos e anunciada no dia 7 de janeiro de 2026.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou a ação como “ilegal”, afirmando que o navio transportava petróleo venezuelano que estava sob sanções do governo Trump. A nota oficial destaca a gravidade da situação e a necessidade de respeitar as normas internacionais.
Reações e Consequências
O comunicado russo alerta que a ação dos EUA pode encorajar outros países a adotarem medidas semelhantes. O texto menciona a participação da Marinha britânica na operação, ressaltando um histórico de intervenções marítimas por parte do Reino Unido.
O Kremlin exigiu a devolução dos membros da tripulação russa e a interrupção das ações dos EUA contra petroleiros no Oceano Atlântico, argumentando que o Marinera não era uma embarcação militar.
Violação do Direito Marítimo
O comunicado enfatiza que a abordagem e apreensão de um navio civil em alto-mar pelos militares dos EUA constitui uma grave violação dos princípios do direito marítimo internacional e da liberdade de navegação.
Apesar das críticas, a nota russa evita uma escalada nas tensões entre os dois países, não exigindo o retorno do petroleiro e referindo-se ao incidente de forma cautelosa.
A Apreensão do Marinera
Segundo informações da agência de notícias AP, os EUA estavam monitorando o petroleiro desde dezembro de 2025, após tentativas da embarcação de furar o bloqueio imposto por Donald Trump. O navio, que anteriormente se chamava Bella-1 e tinha bandeira da Guiana, estava sob sanções desde 2024 por supostas ligações com o grupo extremista Hezbollah.
Houve uma tentativa de abordagem do Marinera em dezembro, no mar do Caribe, mas essa ação não teve sucesso. A apreensão atual levanta questões sobre a legalidade e as implicações das operações militares no mar.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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