Sarrubbo afirma que PEC da Segurança é um retrocesso ao Susp
Secretário nacional de Segurança Pública deixa cargo após 2 anos e aponta falta de comunicação em projetos do ministério.
Mario Sarrubbo Deixa a Secretaria Nacional de Segurança Pública
O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, anunciou sua saída do Ministério da Justiça nesta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026). Em sua despedida, ele criticou o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, classificando-o como um “retrocesso” em relação ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Críticas à PEC da Segurança Pública
Durante uma entrevista, Sarrubbo expressou sua preocupação com a proposta atual, que, segundo ele, não fortalece o sistema de segurança e permite acordos regionais sem uma integração nacional adequada. Ele destacou que o verdadeiro objetivo da PEC deveria ser a coordenação, e não o comando do governo federal sobre os estados.
“A proposta deveria buscar uma política nacional de segurança pública, que é uma necessidade no Brasil. A coordenação deve ser feita sob a perspectiva da integração, e não como uma forma de controle”, afirmou Sarrubbo.
Avanços e Desafios na Segurança Pública
O secretário também mencionou os avanços alcançados durante sua gestão, como o envio da PEC da Segurança Pública e do Projeto de Lei Antifacção ao Congresso. No entanto, ele lamentou a falta de uma estratégia de comunicação eficaz para alguns projetos, especialmente no que diz respeito à integração das forças de segurança.
“Faltou uma comunicação mais efetiva sobre esses projetos. Ao final da minha gestão, fiz um esforço para dar visibilidade a iniciativas que vão além da agenda legislativa, mas isso foi frustrante”, declarou.
Expectativas para o Futuro da Segurança Pública
Sarrubbo acredita que a segurança pública será um tema central nas próximas eleições, mas prevê dificuldades para debates mais aprofundados devido à polarização ideológica no país. Ele considera que essa polarização prejudica a discussão de soluções realistas e embasadas em evidências.
“A segurança pública é uma das maiores vítimas dessa polarização. Discursos simplistas são mais atrativos para a população do que propostas realistas”, concluiu.
Transição de Cargo
Após dois anos à frente da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Sarrubbo foi sucedido por Francisco Lucas Costa Veloso. Ele se despediu com a sensação de dever cumprido, destacando que a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção foram os principais projetos de sua gestão.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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