Se governo colaborar, Selic pode cair ainda mais significativamente

Copom sinaliza ‘corte’ na taxa de juros, mas não revela se será de 0,25 p.p. ou 0,50 p.p.

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Presidente Lula, durante a cerimônia de abertura da COP30

Presidente Lula, durante a cerimônia de abertura da COP30

Ata do Copom e Expectativas sobre a Taxa Selic

Hoje foi divulgada a aguardada Ata do Copom, que explica a decisão sobre a taxa Selic. O mercado esperava que o Banco Central fornecesse indícios sobre o tamanho do corte na taxa básica de juros na próxima reunião, mas isso não ocorreu.

O Comitê de Política Monetária (Copom) apenas indicou que “contratou um corte”, sem especificar se será de 0,25 ou 0,50 pontos percentuais. O comitê mencionou que aguardará mais dados para tomar uma decisão.

Fatores que Influenciam a Decisão do Corte

Existem razões para acreditar que o corte será de 0,50 pontos percentuais, como o desaquecimento da economia e a diminuição da inflação atual e das expectativas inflacionárias. Por outro lado, há argumentos que favorecem uma redução mais modesta de 0,25 pontos percentuais, como o aquecimento do mercado de trabalho e as projeções de inflação que ainda estão acima da meta, embora em desaceleração.

Assim, há justificativas tanto para um corte mais agressivo quanto para um mais moderado. Se o governo adotasse medidas de contenção de gastos, a preocupação do mercado não seria se a Selic cairia para 14,75% ou 14,50% ao ano, mas possivelmente para abaixo de 10% ao ano. Caso houvesse um controle fiscal mais rigoroso, a Selic não estaria nesse nível, e a discussão seria diferente.

Impactos do Corte de Gastos na Política Monetária

O corte de gastos governamentais pode trazer dois benefícios significativos: evita pressões de demanda, reduzindo o risco inflacionário, e potencializa a política monetária, tornando a redução da inflação mais sensível aos aumentos da Selic. Em outras palavras, com a diminuição das despesas públicas, não seria necessário manter uma Selic tão alta para conter a inflação.

Infelizmente, o governo parece não compreender essa dinâmica ou evita implementar essas medidas. É mais fácil atribuir a responsabilidade ao Banco Central.

Fonte por: Jovem Pan

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