A reunião de líderes realizada nesta terça-feira (12.ago.2025) não resultou em acordo sobre o andamento da revogação do foro privilegiado. A oposição esperava que o projeto fosse discutido na Câmara ainda nesta semana.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou não ter havido apoio de lideranças para que o tema avançasse. Sobre o projeto que anistia os envolvidos no 8 de Janeiro, afirmou que sequer foi debatido.
Não há impedimento para que os projetos sejam incluídos na pauta posteriormente. A avaliação interna, contudo, é de que não há clima para pautar temas mais delicados após a ocupação do plenário pela oposição em 5 e 6 de agosto.
Já a base governista tentou incluir na reunião o projeto que isenta de quem recebe até R$ 5.000, mas a medida também deve ficar suspensa das discussões no plenário por tempo indeterminado. A proposta é uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Planalto exige que o Congresso conceda a isenção até o final de setembro. Desta forma, a proposta poderá entrar em vigor durante o ano eleitoral. Lindbergh informou que o assunto será novamente discutido na próxima reunião de líderes, agendada para 21 de agosto.
Motta adota cronograma de funcionamento flexível.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu priorizar projetos sobre a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais. Será estabelecido um grupo de trabalho para examinar sugestões relacionadas ao assunto.
A proposta é que uma comissão setorial para discutir o tema seja formada na quarta-feira (20.ago), conforme a líder do Psol na Câmara, Talíria Petrone (RJ).
A discussão se intensificou após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar em 6 de agosto em seu canal no YouTube o vídeo “adultização”. O conteúdo alcançou aproximadamente 28 milhões de visualizações na plataforma e uniu direita e esquerda.
Fonte por: Poder 360