Senadores Criticam Troca na CPI do Crime Organizado
Na terça-feira (14), senadores expressaram descontentamento com a troca de membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que ocorreu antes da votação do relatório final. Essa mudança foi discutida após o relatório, que pedia o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ser rejeitado por seis votos contra quatro.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), comentou em suas redes sociais que, em uma democracia, o resultado das votações deve ser respeitado, mesmo que não seja favorável. Ele destacou a importância de registrar o adiamento da votação e a substituição de dois parlamentares que eram favoráveis ao relatório por outros que votaram contra, seguindo a orientação do governo.
Reações dos Senadores
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou em um vídeo que todos têm direito à ampla defesa e são inocentes até que se prove o contrário, mas ressaltou que ninguém está acima da lei. Ela criticou a atuação do governo, sugerindo que ele age para abafar investigações que ameaçam aqueles que estão no poder.
O senador Marcos do Val (Avante-ES) também se manifestou, afirmando que a reação do sistema foi intensa, com esforços para afastar aqueles comprometidos com a Justiça e que não protegem criminosos.
Manobra Política na CPI
Uma articulação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), resultou na troca de integrantes da CPI do Crime Organizado. Os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA).
Em coletiva, Moro enfatizou a necessidade de continuidade das investigações, afirmando que a manobra do governo impediu que ele e outros senadores de oposição pudessem investigar os fatos adequadamente. Ele argumentou que a troca de integrantes visa proteger os ministros mencionados no relatório.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também criticou as ações do governo, alegando que foram feitas manobras para derrubar um texto que resultou de extensas investigações. Ele destacou que a mudança de integrantes no momento da votação altera as regras do processo.
A CPI do Crime Organizado conta com 11 senadores titulares, dos quais dez têm direito a voto, além de sete suplentes.
Fonte por: Jovem Pan
