Setor produtivo sinaliza que taxa de juros restritiva prejudica economia

Entidades expressam preocupações sobre investimentos e geração de emprego; FecomercioSP ressalta a importância das contas públicas.

30/04/2026 04:20

2 min

Setor produtivo sinaliza que taxa de juros restritiva prejudica economia
(Imagem de reprodução da internet).

Setor Produtivo Reage ao Corte da Selic

Entidades do setor produtivo permanecem preocupadas com a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, mesmo após a recente redução de 0,25 ponto percentual, que a deixou em 14,5%. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que essa medida ainda é insuficiente e agrava a situação econômica do país.

Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou que o custo do capital permanece elevado, dificultando investimentos que poderiam aumentar a competitividade industrial. Ele enfatizou que o endividamento de empresas e famílias continua a crescer, comprometendo a saúde financeira da economia.

Demandas por Novos Cortes na Selic

Alban pediu que o Banco Central (BC) intensifique os cortes na Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorrerá em junho. Ele ressaltou que uma taxa de juros mais baixa é essencial para recuperar a produtividade e o bem-estar da população brasileira.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também alertou que a manutenção de uma política monetária restritiva pode aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica, afetando a geração de empregos e renda.

Impactos no Setor Imobiliário

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reforçou que, apesar da queda da Selic, os juros elevados ainda prejudicam a expansão do setor imobiliário e diminuem o ritmo dos investimentos. A entidade destacou que a construção civil, vital para o desenvolvimento do país, sente diretamente os efeitos desse cenário.

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Embora a inflação exija atenção, especialmente com o aumento dos preços de alimentos e incertezas geopolíticas, é crucial que o Brasil avance para um ambiente de juros mais favorável ao desenvolvimento econômico.

Desafios e Perspectivas Futuras

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reconheceu a pressão sobre o BC, considerando fatores como a guerra no Oriente Médio e a fragilidade das contas públicas. A entidade alertou que a falta de um controle fiscal efetivo pode levar a juros altos por um período mais prolongado do que o esperado.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, descreveu o cenário atual como insustentável, enfatizando a necessidade de um compromisso governamental com o equilíbrio fiscal para permitir cortes mais profundos na Selic no futuro.

Fonte por: CNN Brasil

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