Setor produtivo sinaliza que taxa de juros restritiva prejudica economia

Setor Produtivo Reage ao Corte da Selic
Entidades do setor produtivo permanecem preocupadas com a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, mesmo após a recente redução de 0,25 ponto percentual, que a deixou em 14,5%. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que essa medida ainda é insuficiente e agrava a situação econômica do país.
Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou que o custo do capital permanece elevado, dificultando investimentos que poderiam aumentar a competitividade industrial. Ele enfatizou que o endividamento de empresas e famílias continua a crescer, comprometendo a saúde financeira da economia.
Demandas por Novos Cortes na Selic
Alban pediu que o Banco Central (BC) intensifique os cortes na Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorrerá em junho. Ele ressaltou que uma taxa de juros mais baixa é essencial para recuperar a produtividade e o bem-estar da população brasileira.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também alertou que a manutenção de uma política monetária restritiva pode aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica, afetando a geração de empregos e renda.
Impactos no Setor Imobiliário
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reforçou que, apesar da queda da Selic, os juros elevados ainda prejudicam a expansão do setor imobiliário e diminuem o ritmo dos investimentos. A entidade destacou que a construção civil, vital para o desenvolvimento do país, sente diretamente os efeitos desse cenário.
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Embora a inflação exija atenção, especialmente com o aumento dos preços de alimentos e incertezas geopolíticas, é crucial que o Brasil avance para um ambiente de juros mais favorável ao desenvolvimento econômico.
Desafios e Perspectivas Futuras
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reconheceu a pressão sobre o BC, considerando fatores como a guerra no Oriente Médio e a fragilidade das contas públicas. A entidade alertou que a falta de um controle fiscal efetivo pode levar a juros altos por um período mais prolongado do que o esperado.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, descreveu o cenário atual como insustentável, enfatizando a necessidade de um compromisso governamental com o equilíbrio fiscal para permitir cortes mais profundos na Selic no futuro.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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