Setores da indústria discordam do projeto do presidente Lula para limitar o reajuste de tarifas de serviços financeiros nos EUA

Setores da indústria discordam do projeto do ex-presidente Lula para limitar o reajuste de tarifas de serviços dos EUA.

13/08/2025 23:35

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Setores da indústria discordam do projeto do presidente Lula para limitar o reajuste de tarifas de serviços financeiros nos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

A CNI, a Fiesp e a FecomercioSP manifestaram apoio nesta quarta-feira (13.ago.2025) à ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover um conjunto de medidas de auxílio às empresas afetadas pela recente decisão dos Estados Unidos.

A Fiemg considerou a medida como “temporária”.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o pacote do governo brasileiro abrange “muitas das demandas apresentadas pelas indústrias, federações e associações setoriais” e enfatiza a importância da negociação.

Para ele, o plano representa abertura de mercado e é resultado de um esforço para manter o diálogo e buscar soluções. “Temos que exacerbar o máximo possível novos acordos bilaterais e do Mercosul, principalmente com a União Europeia”, afirmou.

Alban ressaltou aspectos como a linha de crédito específica, a extensão dos prazos de exportação e a retomada do Reintegra.

A Fiesp manifestou apoio ao plano, ressaltando que as medidas são relevantes para proteger empregos, ampliar mercados e garantir condições comerciais internacionais adequadas.

A organização declarou que mantém o diálogo com empresas norte-americanas para reduzir os impactos das tarifas em ambos os países e consolidar relações comerciais históricas.

A FecomercioSP declarou que as medidas eram necessárias “diante da gravidade da situação” e produzirão efeitos significativos para setores mais afetados, principalmente os produtos industrializados.

Contudo, afirmou que é necessário evitar “aumentar ainda mais a tensão diplomática com a Casa Branca” e defendeu que “o momento é de negociar com responsabilidade e moderação”.

Ao considerar as ações como “paliativas”, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, afirmou que as medidas “podem proporcionar um alívio às empresas, porém não solucionam a causa principal do problema”.

Defendeu acordos sólidos com os Estados Unidos para revogar as tarifas e afirmou que, “caso não haja agilidade na aplicação e transparência nas normas, o risco é que os recursos e incentivos se percam”.

O pacote do governo federal determina a liberação de R$ 30 bilhões do FGE (Fundo de Garantia à Exportação), gerenciado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O governo analisa empregar recursos do Tesouro Nacional para efetuar aquisições públicas de bens afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O pacote contempla também a suspensão temporária do recolhimento de impostos e contribuições federais para as empresas impactadas.

Fonte por: Poder 360

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