Sheikh Hasina classifica condenação à morte como “politicamente motivada”

Sheikh Hasina critica Tribunal Penal Internacional de Bangladesh como “fraudulento e tendencioso” após condenação por crimes contra a humanidade.

17/11/2025 15:15

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(Imagem de reprodução da internet).

Sheikh Hasina Reage a Veredictos de Tribunal em Bangladesh

A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, declarou em um comunicado nesta segunda-feira (17 de novembro de 2025) que os veredictos proferidos contra ela são resultado de um “tribunal fraudulento” e “parcial e politicamente motivado”. Hasina foi condenada à morte devido à repressão de seu governo durante os protestos estudantis de 2024.

Em sua declaração, Hasina criticou o tribunal, afirmando que ele é controlado por um governo “não eleito, sem mandato democrático e guiado por extremistas”. Ela acredita que os veredictos visam destruir sua imagem como a última primeira-ministra eleita de Bangladesh e neutralizar a Liga Awami, seu partido político.

A ex-primeira-ministra também acusou o Tribunal Penal Internacional de Bangladesh de agir de forma seletiva, focando apenas em membros de seu partido e ignorando crimes cometidos por grupos extremistas. Hasina descreveu o governo interino de Muhammad Yunus como “caótico, violento e socialmente retrógrado”, citando o colapso dos serviços públicos e a repressão a minorias e à liberdade de imprensa.

Hasina nega as acusações de ter ordenado assassinatos durante os protestos e afirma que não teve a oportunidade de se defender adequadamente no tribunal. Ela alega que o processo foi baseado em depoimentos anônimos e documentos ocultos, e que sua intenção sempre foi restaurar a ordem durante os episódios de violência.

Perfil de Sheikh Hasina

Sheikh Hasina Wazed, de 78 anos, governou Bangladesh por aproximadamente 20 anos, sendo marcada por crescimento econômico, mas também por acusações de autoritarismo e repressão à oposição. Ela é filha de Sheikh Mujibur Rahman, o líder da independência e primeiro presidente do país, e sobreviveu a um golpe militar em 1975 que resultou na morte de muitos membros de sua família.

Formada em literatura bengali pela Universidade de Dhaka, Hasina se destacou em movimentos estudantis e assumiu a liderança da Liga Awami, partido fundado por seu pai. Ela teve um papel crucial na derrubada do ditador Hussain Muhammad Ershad no final da década de 1980, contribuindo para a redemocratização do país.

Hasina foi primeira-ministra pela primeira vez em 1996, perdeu o cargo em 2001, mas retornou em 2009, onde permaneceu por 15 anos consecutivos. Em agosto de 2024, após grandes protestos estudantis, ela deixou o cargo e se exilou na Índia. Atualmente, Bangladesh é administrado por um governo interino sob a liderança de Muhammad Yunus, que organizou eleições para 2026.

Fonte por: Poder 360

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