Shein move ação contra Temu por violação de direitos em larga escala

Plataforma denuncia uso indevido de 2.300 fotos; Temu afirma que ação visa bloquear concorrência no mercado digital da China.

12/05/2026 12:40

2 min

Shein move ação contra Temu por violação de direitos em larga escala
(Imagem de reprodução da internet).

Disputa Judicial entre Shein e Temu na Alta Corte Britânica

A Shein e a Temu iniciam nesta segunda-feira (11 de maio de 2026) uma batalha legal na Alta Corte britânica, envolvendo alegações de violação de direitos autorais. Este processo é parte de um confronto global entre as duas gigantes chinesas do varejo, que competem pela liderança no mercado de fast fashion no Ocidente.

A Shein acusa a Temu de utilizar aproximadamente 2.300 imagens de seus produtos para promover cópias de roupas de marca própria, buscando obter uma vantagem desleal. Segundo Benet Brandreth, advogado da Shein, a Temu teria se beneficiado das fotos criadas por seus funcionários.

Defesa da Temu e Contra-Ação

A Temu refuta as acusações e afirma que a responsabilidade pelo conteúdo é dos lojistas independentes que operam em seu marketplace. Além disso, a empresa, que pertence ao grupo PDD Holdings, apresentou uma contra-ação solicitando indenização pela remoção de milhares de anúncios após a Shein conseguir uma liminar.

Implicações da Disputa Antitruste

A defesa da Temu argumenta que o processo não se trata apenas de proteger direitos autorais, mas sim de sufocar a concorrência. A Temu também acusa a Shein de infringir leis de concorrência ao impor acordos de exclusividade a fornecedores chineses, restringindo suas vendas em outros marketplaces. Esta questão deve ser julgada apenas em 2027.

O conflito surge em um momento em que a Shein busca viabilizar sua abertura de capital (IPO) em Londres, após enfrentar dificuldades regulatórias nos Estados Unidos. Ambas as empresas, que cresceram com base em preços baixos e logística agressiva, agora enfrentam o fim de isenções fiscais para pequenas encomendas nos EUA e na União Europeia, o que pode afetar seu crescimento.

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O julgamento na capital britânica está previsto para durar duas semanas e poderá estabelecer um importante precedente sobre a responsabilidade de plataformas digitais em relação a conteúdos de terceiros e o uso de propriedade intelectual no comércio eletrônico internacional.

Fonte por: Poder 360

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