Sinal de Frank na orelha pode indicar risco de infarto; saiba mais!

Após a morte do influenciador Henrique Maderite aos 50 anos, especialistas analisam ligação entre prega no lóbulo e doenças cardiovasculares.

11/02/2026 10:20

2 min de leitura

Montagem mostra o sinal de Frank no lóbulo da orelha do influenc...

Morte de Empresário Levanta Discussão sobre Sinais Cardíacos

A morte repentina do empresário e influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, em seu haras em Ouro Preto (MG), após a postagem de um vídeo, reacendeu o debate sobre sinais físicos que podem indicar problemas cardíacos.

Imagens e relatos nas redes sociais indicam que Maderite apresentava o sinal de Frank, uma prega diagonal no lóbulo da orelha, que é estudada pela cardiologia há várias décadas.

O Sinal de Frank e sua Relevância

O sinal de Frank foi descrito pela primeira vez em 1973 pelo pneumologista Sanders T. Frank, que observou essa prega em pacientes com angina. Desde então, a ciência investiga se essa marca é apenas um efeito do envelhecimento ou um alerta para a aterosclerose.

De acordo com o cardiologista Eduardo Gomes Lima, coordenador de temas livres para o congresso de 2026 da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), o sinal é uma ferramenta de triagem de fácil identificação e custo zero. Ele ressalta que o sinal não é um diagnóstico, mas sim um marcador de risco.

Lima explica que a conexão entre a orelha e o coração pode estar relacionada à microangiopatia, onde estudos de autópsia mostraram degeneração dos pequenos vasos sanguíneos na região da prega, o que pode refletir alterações semelhantes nos vasos do coração.

Limitações na Prática Clínica

O médico Eugênio Moraes, membro do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, alerta que o sinal deve ser interpretado com cautela na prática clínica. Ele afirma que não há evidências robustas que sustentem o uso do sinal como preditor de doenças arteriais coronarianas.

Moraes destaca que a variação estatística do sinal compromete sua reprodutibilidade, o que limita sua utilização como um marcador confiável. Ele observa que, de acordo com diretrizes nacionais e internacionais, o sinal de Frank não é utilizado rotineiramente.

A Ciência por Trás do Sinal de Frank

Pesquisas internacionais indicam que a morfologia da prega, se profunda ou bilateral, pode alterar o nível de alerta. Um estudo publicado no The American Journal of Medicine revelou que o risco cardiovascular é significativamente maior em indivíduos com o sinal de Frank bilateral.

O relatório mostrou que 58% das pessoas com pregas em ambas as orelhas apresentavam risco moderado a muito alto, em comparação a apenas 23,8% entre aquelas sem a marca. A Stanford Medicine sugere que o sinal de Frank pode refletir doenças microvasculares que afetam artérias terminais, como as do lóbulo da orelha.

Embora haja uma correlação estatística, especialistas concordam que o sinal não deve substituir a avaliação de fatores de risco tradicionais, como colesterol alto, hipertensão, diabetes e histórico familiar.

Fonte por: CNN Brasil

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.