Keir Starmer pede depoimento de Andrew sobre Jeffrey Epstein
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, solicitou que Andrew Mountbatten-Windsor, acusado de ter ligações com o predador sexual Jeffrey Epstein, compareça a um comitê do Congresso dos EUA. Andrew é irmão do rei Charles III e sua presença é considerada importante para esclarecer suas conexões com Epstein.
A declaração de Starmer foi feita durante um voo de Xangai para o Japão, no dia 31 de janeiro de 2026. Ele enfatizou que Andrew deve prestar esclarecimentos aos legisladores americanos, com o objetivo de ajudar as vítimas do escândalo envolvendo Epstein.
Documentos revelam contatos entre Andrew e Epstein
A fala de Starmer ocorre após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar, em 30 de janeiro, documentos que mostram que Andrew manteve contato regular com Epstein. Esses registros incluem e-mails que sugerem que Epstein convidou Andrew para um jantar em Londres com uma mulher russa de 26 anos, chamada Irina, em agosto de 2010.
Andrew respondeu ao convite afirmando que “ficaria encantado em vê-la”, o que contradiz suas declarações anteriores de que não tinha laços com Epstein. Os novos documentos levantam questões sobre a veracidade das alegações de Andrew e sua relação com o financista condenado.
Consequências da divulgação de informações sobre Epstein
A divulgação recente de informações pelo governo dos EUA faz parte de um projeto de lei sancionado pelo presidente Donald Trump, que obriga o Departamento de Justiça a liberar todos os dados relacionados à investigação sobre Epstein. Os arquivos incluem e-mails, conversas com aliados e análises econômicas, além de manuscritos e artigos relacionados ao caso.
Essas revelações aumentam a pressão sobre Andrew e outros envolvidos, à medida que mais detalhes sobre as atividades de Epstein e suas conexões com figuras proeminentes vêm à tona.
Quem foi Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein, nascido em 20 de janeiro de 1953, em Nova York, foi um financista condenado por abuso sexual. Ele foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, com a causa oficial da morte sendo suicídio por enforcamento. Epstein teve uma carreira controversa, marcada por suas conexões com personalidades influentes e por sua prisão relacionada a crimes sexuais.
Antes de sua queda, Epstein era conhecido por promover festas em sua ilha particular, Little St. James, onde recebia figuras como Bill Clinton, Donald Trump e o príncipe Andrew. Sua vida e atividades continuam a ser objeto de investigações e debates públicos.
Fonte por: Poder 360
