STF atinge maioria para restringir penduricalhos em salários

Ministros avaliam decisões de Flávio Dino e Gilmar Mendes em reunião importante

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Presidente do STF, Edson Fachin, durante aula magna para estudantes de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB)

Presidente do STF, Edson Fachin, durante aula magna para estudantes de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB)

STF Retoma Julgamento sobre “Penduricalhos” para Juízes e Membros do MP

O Supremo Tribunal Federal (STF) reiniciou, nesta quarta-feira (25), o julgamento relacionado aos “penduricalhos”, que são verbas extras não previstas em lei federal destinadas a juízes, desembargadores e membros do Ministério Público estadual. O voto favorável à limitação desses pagamentos foi apresentado pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, sendo anunciado por Mendes.

Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a proposta visa gerar uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano.

Decisões Analisadas pelos Ministros

Os ministros discutiram duas decisões anteriores dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. Dino havia concedido uma liminar no início de fevereiro que suspendeu os “penduricalhos” nos Três Poderes, a partir de uma reclamação da Associação dos Procuradores Municipais do Litoral Centro Sul do Estado de São Paulo (APMLCS).

No final de fevereiro, o ministro complementou a liminar, proibindo a edição de novas leis que reconheçam a validade de penduricalhos pagos sem previsão legal. Ele determinou que é proibido o reconhecimento de qualquer nova parcela relacionada a supostos direitos pretéritos, exceto as já pagas na data da publicação da liminar (05.02.2026).

Suspensão dos Pagamentos de Verbas Extras

O ministro Gilmar Mendes também determinou a suspensão do pagamento das verbas extras a juízes, desembargadores e membros do Ministério Público estadual que não estejam previstas em lei federal. Essa decisão liminar, assinada em 23 de fevereiro, possui efeito nacional e impacta todos os tribunais de Justiça e Ministérios Públicos estaduais do Brasil.

Fonte por: Jovem Pan

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