STF gerou “falso positivo” contra auditor, afirma diretor da Unafisco

Kléber Cabral classifica medidas cautelares de Alexandre de Moraes a Ricardo Mansano como “desproporcionais”. Confira no Poder360.

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Auditor da Receita Federal é alvo de investigação no STF

Kléber Cabral, diretor da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), declarou que o auditor Ricardo Mansano de Moraes foi vítima de um “falso positivo” durante a investigação do STF sobre a quebra de sigilo fiscal de ministros e seus familiares. A afirmação foi feita ao site Metrópoles na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026.

Operação da Polícia Federal e investigação em curso

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou na terça-feira, 17 de fevereiro, buscas e apreensões de bens de quatro funcionários públicos do Fisco que estão sendo investigados. A Polícia Federal cumpriu os mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, como parte do inquérito sobre fake news, que foi aberto em 2019 e ainda não foi concluído.

Movimentações suspeitas e acesso a dados

Segundo Cabral, Moraes solicitou a verificação de movimentações suspeitas, incluindo parentes de terceiro grau, sem especificar quais dados geraram a desconfiança. Ele destacou que, se o ministro tinha dúvidas, o procedimento adequado seria consultar a Receita Federal para uma apuração administrativa.

Consequências para o auditor

Cabral afirmou que Mansano acessou informações que não deveria, mas justificou que sua intenção era verificar se uma pessoa conhecida era ex-esposa de um amigo, devido à coincidência de sobrenomes. Antes de ser afastado, Mansano trabalhava na delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto e recebia um salário elevado, cerca de R$ 51.000 em dezembro de 2025.

Medidas restritivas e outros investigados

Por decisão de Moraes, o auditor teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, está proibido de deixar sua cidade e deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana. Além disso, teve o passaporte apreendido e está usando tornozeleira eletrônica. Cabral considerou desproporcional a situação de um profissional sem histórico de processos enfrentando tal medida.

Os outros três servidores investigados são Ruth Machado dos Santos e Luciano Pery Santos Nascimento, ambos técnicos do Seguro Social, e Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Fonte por: Poder 360

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