Sucessor de Maduro deve buscar diálogo com os EUA, afirma especialista
Silvio Cascione analisa que o futuro líder da Venezuela deve se comunicar com os Estados Unidos para garantir a estabilidade do país.
Análise do Cenário na Venezuela Após Captura de Maduro
Em uma recente entrevista, Silvio Cascione, diretor da consultoria Eurasia Group, discutiu o impacto do ataque dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Segundo Cascione, essa ação representa um ponto culminante na crescente pressão dos EUA sobre a Venezuela, evidenciando um interesse claro na mudança de regime no país.
O especialista destacou que, enquanto Maduro será levado a Nova York para julgamento, o futuro da crise na Venezuela dependerá da resposta do regime. Ele observou que, apesar da remoção de Maduro, o governo ainda se mantém ativo e possui uma linha sucessória estabelecida.
Caminhos Possíveis para a Transição Política
Cascione aponta que o comportamento do regime e a reação da população são incertos. Questões como o aumento do fluxo migratório e possíveis manifestações contra o governo ou os Estados Unidos permanecem em aberto. O especialista acredita que o sucessor de Maduro tentará estabilizar a situação, evitando confrontos diretos com os EUA e buscando um diálogo para proteger a continuidade do regime.
Reação do Governo Venezuelano
Sobre a falta de reação do governo venezuelano ao ataque, Cascione afirmou que isso se deve à falta de recursos e condições para uma resposta efetiva. Ele mencionou que, apesar das promessas de Maduro sobre a existência de uma milícia bolivariana e apoio de países como Rússia e China, a Venezuela não conseguiu demonstrar um poder de reação significativo.
O analista ressaltou que a incapacidade de manter a estabilidade do governo diante de pressões externas é evidente, e que Maduro já havia tomado precauções em relação à sua segurança, mas isso não foi suficiente para evitar a crise atual.
Perspectivas para as Relações EUA-Venezuela
Cascione acredita que qualquer sucessor de Maduro deverá manter uma retórica de diálogo com os Estados Unidos, com o objetivo de evitar novas ações militares. Se houver coesão no que restou do regime, isso pode prolongar sua permanência e facilitar uma transição democrática controlada.
Por outro lado, se as divisões internas se acentuarem, as chances de o regime se sustentar diminuem, o que pode resultar em um processo de transição mais caótico e com repercussões para países vizinhos, como o Brasil.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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