SUS nega inclusão da vacina contra herpes-zóster no calendário vacinal

Ministério da Saúde aponta ausência de custo-efetividade; inclusão teria impacto superior a R$ 5,2 bilhões em 5 anos. Confira no Poder360.

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O Brasil tem atualmente a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), que dispõe sobre a assistência terapêutica e a incorporação de tecnologia em saúde no SUS

O Brasil tem atualmente a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), que dispõe sobre a assistência terapêutica e a incorporação de tecnologia em saúde no SUS

Ministério da Saúde rejeita inclusão da vacina contra herpes-zóster no SUS

Na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o Ministério da Saúde anunciou que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) decidiu não incluir a vacina contra herpes-zóster na rede pública de saúde. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, com base na conclusão de que o imunizante não apresenta custo-efetividade nas condições avaliadas.

Análise técnica da vacina

A avaliação da Conitec focou na vacina recombinante adjuvada, considerando sua aplicação em dois grupos específicos: pessoas com 80 anos ou mais e pacientes imunocomprometidos a partir dos 18 anos. Este é o único imunizante disponível no Brasil para a prevenção do herpes-zóster, também conhecido como cobreiro.

Impacto orçamentário da vacina

Os estudos realizados pela Conitec indicaram que a incorporação da vacina teria um impacto orçamentário superior a R$ 5,2 bilhões em um período de cinco anos. Embora o Comitê de Medicamentos tenha reconhecido a importância da vacina na prevenção da doença, destacou a necessidade de renegociações sobre o preço para que se tornasse viável dentro do orçamento do SUS.

Consequências da decisão

A decisão foi formalizada por meio de uma portaria, assinada pela Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, que torna pública a não incorporação da vacina contra herpes-zóster para os grupos avaliados. Essa medida afeta diretamente os idosos com 80 anos ou mais e as pessoas com sistema imunológico comprometido, que seriam os principais beneficiários do imunizante.

Sobre o herpes-zóster

O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo que provoca a catapora. Após a recuperação da infecção inicial, o vírus permanece “adormecido” no organismo e pode se manifestar novamente, especialmente em pessoas mais velhas ou com imunidade reduzida. Embora a doença geralmente melhore sozinha, pode resultar em complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.

A condição é mais comum em idosos e em pacientes com sistema imunológico comprometido, podendo levar a uma complicação severa chamada neuralgia pós-herpética, que é caracterizada por dor crônica intensa que pode durar meses ou até anos.

Fonte por: Poder 360

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