Tarcísio afirma que o fluxo de drogas na Cracolândia era resultado de interesses imobiliários
O governador declarou que organizações criminosas empregavam vícios e a prática de especulação do mercado imobiliário para sustentar um esquema de grand…

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou, na segunda-feira (18.ago.2025), durante uma palestra na Igreja Batista da Lagoinha Alphaville, que a Cracolândia operava sob a influência direta do crime organizado e de interesses imobiliários.
Ele afirmou que a manutenção do fluxo na região central de São Paulo estava relacionada à movimentação financeira envolvendo imóveis e ao controle de facções criminosas. “O crime movimentava o fluxo de acordo com o preço imobiliário”, declarou o governador.
Tarcísio declarou que o governo está atuando em diversas frentes para lidar com a questão. Mencionei políticas públicas de segurança, habitação, assistência social e saúde, além da criação do que ele definiu como “hub de cuidado” para dependentes químicos.
O governador destacou a execução de operações policiais, a obtenção de informações sobre os moradores da área e a conversão de imóveis expropriados em novos bens públicos.
Segundo ele, a maioria das pessoas registradas na Cracolândia apresentava algum tipo de histórico criminal. Ele declarou que grande parte foi direcionada para receber tratamento.
EVANGÉLICOS & 2026
A participação de Tarcísio na 33ª edição da Marcha para Jesus, promovida pelo apóstolo Estevam Hernandes e pela bispa Sônia, da igreja Renascer em Cristo, evidencia sua proximidade com a comunidade evangélica.
Tarcísio é considerado o principal herdeiro político de Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030 para concorrer à Presidência em 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve buscar a reeleição.
Um estudo da Mar Asset Management revelou que uma maior concentração de igrejas evangélicas por 100 mil habitantes está associada a uma menor proporção de votos no PT. Em média, 5 mil novas igrejas são inauguradas anualmente no Brasil, totalizando 140 mil em 2024.
Os dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE, indicam que a parcela de evangélicos cresceu de 21,7% para 26,9% entre 2010 e 2022. Isso representa um aumento de 5,2 pontos percentuais em 12 anos.
Em contrapartida, indivíduos que se identificam como católicos apresentaram uma queda de 8,3 pontos percentuais entre 2010 e 2022. Essa proporção reduziu de 65,1% para 56,7%, representando o menor resultado proporcional da história do Brasil.
Fonte por: Poder 360