TCU exige explicações do Judiciário sobre salas VIP no aeroporto de Brasília em 15 dias
Ministros do STF, STJ e TST devem justificar contratos de R$ 1,67 milhão e comprovar economicidade, segundo Poder360.
TCU Solicita Esclarecimentos sobre Salas VIP no Aeroporto de Brasília
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, em 25 de fevereiro de 2026, que o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentem esclarecimentos sobre a contratação de salas VIP exclusivas no Aeroporto Internacional de Brasília. O Tribunal não iniciou uma auditoria imediata, optando por diligências mais rápidas.
Documentos Solicitados pelo TCU
Os tribunais têm um prazo de 15 dias para enviar os seguintes documentos:
- cópias dos contratos vigentes e anteriores;
- estudos de viabilidade comparando salas exclusivas com o uso de salas comerciais mediante reembolso;
- análises de risco atualizadas;
- justificativa de que os serviços não se enquadram como “produto de luxo”.
Motivação da Decisão do TCU
A decisão do TCU foi motivada por questionamentos de congressistas sobre a compatibilidade da manutenção de espaços exclusivos com os princípios da economicidade e da impessoalidade, previstos na Constituição. Além disso, foi levantada a possibilidade de utilizar salas VIP comerciais já existentes no aeroporto, mediante pagamento ou reembolso. Os contratos em questão somam aproximadamente R$ 1,67 milhão.
O relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, destacou que, apesar de haver precedentes favoráveis à contratação de salas VIP, a situação atual requer uma nova análise. Ele mencionou a Lei 14.133 de 2021, que proíbe a aquisição de bens e serviços considerados de luxo pela administração pública, ressaltando que os tribunais devem demonstrar que os gastos são justificados e atendem ao interesse público.
Próximos Passos e Avaliação do TCU
O TCU também está conectando este processo a outra fiscalização em andamento que investiga possíveis irregularidades em contratos do TST relacionados ao aeroporto. A decisão do Tribunal não declara a irregularidade nem confirma a legalidade dos contratos, aguardando os documentos para avaliar se os gastos estão em conformidade com os princípios de eficiência e economicidade na gestão de recursos públicos.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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