TCU sugere novo leilão para o Aeroporto de Brasília

Corte de Contas aprova solução consensual que inclui saída da Infraero e contrato com novos aeroportos regionais

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Na imagem, sede do Tribunal de Contas da União | Marcos Oliveira/Agência Senado

Na imagem, sede do Tribunal de Contas da União | Marcos Oliveira/Agência Senado

Repactuação do Contrato do Aeroporto de Brasília é Aprovada pelo TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, na quarta-feira (1º de abril de 2026), uma solução consensual para a repactuação do contrato do Aeroporto de Brasília, atualmente sob a administração da Inframerica e da Infraero.

Com a nova proposta, a concessão será leiloada novamente em 2026, com um prazo de extensão até 2037. A Infraero, que possui 49% da concessionária, deixará a sociedade e será compensada por sua participação acionária.

Motivos para a Repactuação do Contrato

A repactuação foi considerada essencial devido à perda do equilíbrio econômico-financeiro do contrato ao longo dos anos. Apesar de o aeroporto gerar um caixa operacional positivo, os pagamentos anuais de outorga fixa resultam em um fluxo negativo, exigindo aportes constantes de capital e comprometendo a sustentabilidade do projeto até o final da concessão.

O TCU sugere a implementação de uma outorga variável, modelo já utilizado em concessões mais recentes, além de um “teste de mercado” que incluirá um procedimento competitivo, consulta pública e a possibilidade de transferência do controle acionário da concessionária.

Novos Investimentos e Inclusão de Aeroportos Regionais

A nova modelagem do contrato prevê investimentos significativos e a inclusão de aeroportos regionais. O consórcio ou empresa vencedora deverá:

Além disso, o novo contrato abrangerá a operação de 10 aeroportos regionais, com um investimento estimado de R$ 660 milhões para ampliação e manutenção dos terminais.

Decisão Alinha-se com o Caso do Galeão

A decisão do TCU segue a lógica aplicada ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, cuja concessão foi transferida para a estatal espanhola Aena após um leilão de R$ 2,9 bilhões realizado na segunda-feira.

O processo de venda assistida do Aeroporto de Brasília já havia sido antecipado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que expressou otimismo sobre o leilão do Galeão e a expectativa de que o terminal da capital federal siga um caminho semelhante.

Fonte por: Poder 360

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