A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, declarou que o impacto fiscal das medidas para atenuar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros será “mínimo”.
Tebet afirmou que grande parte das ações previstas não está diretamente ligada ao Orçamento. “Posso falar sobre o Orçamento, que será no mínimo, mas também com a preocupação de não deixar nenhuma empresa ser prejudicada”, declarou nesta terça-feira (12.ago.2025), durante a participação na CDR (Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo).
Estamos sendo criteriosos, até porque é dinheiro público, de se fazer todas as medidas que não posso adiantar quais são. Muitas vocês já divulgaram, muitas não têm a ver com orçamento, tem a ver com subsídio, tem a ver com refinanciamento, tem a ver com proteção ao trabalho.
Tebet esclareceu que a lentidão no processo de seleção das empresas beneficiadas se deve à análise das empresas apoiadas.
Não estamos apenas definindo quais os setores que serão contemplados pelo contingenciamento, porque serão todos os setores que estão tendo prejuízo. Com essa seleção, o MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] está separando empresa por empresa dentro de cada setor.
O setor de pescado é um dos mais atingidos, mas nem todo o setor será beneficiado.
O governo federal está trabalhando na elaboração de um plano de contingência em reação à tarifa de 50% aplicada pelo país norte-americano a produtos brasileiros. As medidas de apoio serão formalizadas por meio de uma MP (Medida Provisória) e incluirão linhas de financiamento para os setores afetados.
Fonte por: Poder 360