Temer apoia desfile de Niterói: ‘Sátira política é tradição’

Homenagem a Lula gera polêmica e críticas da oposição; ex-presidente é retratado como ladrão da faixa de Dilma.

16/02/2026 13:30

2 min de leitura

Temer

Temer comenta desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula

O ex-presidente Michel Temer minimizou a controvérsia em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, Temer afirmou que “a sátira política é parte da tradição do carnaval” e defendeu a liberdade de expressão e artística, sem julgar as escolhas temáticas da escola de samba.

O desfile, no entanto, tem gerado críticas da oposição, que acusa a escola de samba de realizar propaganda antecipada para o atual presidente. O Partido Novo anunciou que irá acionar a Justiça Eleitoral para solicitar a inelegibilidade de Lula, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o uso de recursos públicos para campanhas antecipadas.

Durante o desfile, Temer foi retratado na comissão de frente retirando a faixa de presidente de Dilma Rousseff, o que gerou acusações do PT de que ele teria arquitetado um “golpe” contra a ex-presidente. Em sua nota, Temer destacou que o samba é um espaço de criatividade e fantasia, e que não faz sentido exigir rigor histórico em enredos.

Enredo em homenagem a Lula

A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial, apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retratou a infância do presidente em Pernambuco e sua trajetória até a presidência. O desfile ocorreu na Marquês de Sapucaí, onde Lula chegou por volta das 20h20, acompanhado de autoridades e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Devido a possíveis acusações de propaganda eleitoral irregular, o Palácio do Planalto vetou a participação de ministros no desfile e o uso de verba pública para a festa. Apenas a primeira-dama, Janja da Silva, foi autorizada a participar, por não ocupar cargo público.

No camarote da prefeitura, Lula esteve acompanhado por diversos ministros e autoridades, incluindo:

  • Anielle Franco (Igualdade Racial);
  • Alexandre Padilha (Saúde);
  • Alexandre Silveira (Minas e Energia);
  • Camilo Santana (Educação);
  • Esther Dweck (Gestão e Inovação);
  • Frederico Siqueira (Comunicações);
  • Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais);
  • Macaé Evaristo (Direitos Humanos);
  • Márcia Lopes (Mulheres);
  • Magda Chambriard (presidente da Petrobras);
  • Aloizio Mercadante (presidente do BNDES);
  • Geraldo Alckmin (vice-presidente);
  • Lindbergh Farias (deputado federal);
  • Pedro Uczai (deputado federal);
  • Pastor Henrique Vieira (deputado federal);
  • Talíria Petrone (deputada federal);
  • Tarcísio Motta (deputado federal);
  • Mário Tavares (secretário-executivo do Ministério da Cultura);
  • José Dirceu (ex-ministro);
  • Lu Alckmin (segunda-dama).

Fonte por: Jovem Pan

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.