Temer apoia desfile de Niterói: ‘Sátira política é tradição’
Homenagem a Lula gera polêmica e críticas da oposição; ex-presidente é retratado como ladrão da faixa de Dilma.
Temer comenta desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula
O ex-presidente Michel Temer minimizou a controvérsia em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, Temer afirmou que “a sátira política é parte da tradição do carnaval” e defendeu a liberdade de expressão e artística, sem julgar as escolhas temáticas da escola de samba.
O desfile, no entanto, tem gerado críticas da oposição, que acusa a escola de samba de realizar propaganda antecipada para o atual presidente. O Partido Novo anunciou que irá acionar a Justiça Eleitoral para solicitar a inelegibilidade de Lula, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o uso de recursos públicos para campanhas antecipadas.
Durante o desfile, Temer foi retratado na comissão de frente retirando a faixa de presidente de Dilma Rousseff, o que gerou acusações do PT de que ele teria arquitetado um “golpe” contra a ex-presidente. Em sua nota, Temer destacou que o samba é um espaço de criatividade e fantasia, e que não faz sentido exigir rigor histórico em enredos.
Enredo em homenagem a Lula
A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial, apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retratou a infância do presidente em Pernambuco e sua trajetória até a presidência. O desfile ocorreu na Marquês de Sapucaí, onde Lula chegou por volta das 20h20, acompanhado de autoridades e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Devido a possíveis acusações de propaganda eleitoral irregular, o Palácio do Planalto vetou a participação de ministros no desfile e o uso de verba pública para a festa. Apenas a primeira-dama, Janja da Silva, foi autorizada a participar, por não ocupar cargo público.
No camarote da prefeitura, Lula esteve acompanhado por diversos ministros e autoridades, incluindo:
- Anielle Franco (Igualdade Racial);
- Alexandre Padilha (Saúde);
- Alexandre Silveira (Minas e Energia);
- Camilo Santana (Educação);
- Esther Dweck (Gestão e Inovação);
- Frederico Siqueira (Comunicações);
- Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais);
- Macaé Evaristo (Direitos Humanos);
- Márcia Lopes (Mulheres);
- Magda Chambriard (presidente da Petrobras);
- Aloizio Mercadante (presidente do BNDES);
- Geraldo Alckmin (vice-presidente);
- Lindbergh Farias (deputado federal);
- Pedro Uczai (deputado federal);
- Pastor Henrique Vieira (deputado federal);
- Talíria Petrone (deputada federal);
- Tarcísio Motta (deputado federal);
- Mário Tavares (secretário-executivo do Ministério da Cultura);
- José Dirceu (ex-ministro);
- Lu Alckmin (segunda-dama).
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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