Tempestade solar rara gera espetáculo semelhante à Aurora Boreal no Brasil

Maior explosão solar em duas décadas permite avistar Aurora Austral no Rio Grande do Sul

23/01/2026 13:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Observação de Aurora Austral no Rio Grande do Sul

Recentemente, o Rio Grande do Sul teve a oportunidade de observar uma possível Aurora Austral, resultado da maior tempestade solar dos últimos 20 anos. Esse fenômeno ocorre quando o vento solar, gerado por intensa atividade solar, interage com os polos magnéticos da Terra.

Quando esse evento acontece no hemisfério norte, é denominado Aurora Boreal, enquanto no hemisfério sul é chamado de Aurora Austral. A imagem que capturou esse fenômeno foi divulgada pelo perfil de Egon Filter no Instagram, mostrando um céu estrelado com luzes roxas e avermelhadas, registradas em Cambará do Sul, embora não tenham sido visíveis a olho nu.

O município é conhecido por sua proximidade com a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, que facilita a ocorrência de tais eventos.

Detalhes do Fenômeno

O registro da Aurora Austral foi feito no dia 20 de janeiro de 2026, às 21h, e durou apenas alguns minutos. Segundo a conta que divulgou a imagem, as luzes apareceram entre a Via Láctea e a Grande Nuvem de Magalhães, mas não eram visíveis a olho nu. A Anomalia Magnética do Atlântico Sul pode ter contribuído para esse fenômeno, embora não haja certeza sobre isso.

Em entrevista, o professor de astrofísica Cássio Leandro Barbosa, do Centro Universitário FEI, afirmou que a localização de Cambará do Sul é favorável para a observação de eventos desse tipo, embora haja a possibilidade de que as luzes sejam uma luminescência natural.

Histórico de Auroras no Brasil

Um estudo realizado em 2024 pelo pesquisador Denny M. Oliveira revelou que, em 1875, o astrônomo francês Emmanuel Liais, que dirigia o Observatório Imperial no Rio de Janeiro, também avistou uma Aurora Austral na cidade. Liais utilizou um espectroscópio para observar raios de luz no céu, que apresentavam tons de vermelho na parte inferior e esverdeado na parte superior.

Esses eventos são raros no Brasil, mas a recente tempestade solar trouxe à tona a possibilidade de novas observações no futuro.

Fonte por: CNN Brasil

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