Ministro Dias Toffoli julgará pedido de CPI sobre Banco Master
O ministro Dias Toffoli será o responsável por analisar o mandado de segurança que solicita a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A decisão foi tomada por meio de um sorteio virtual realizado na terça-feira (11).
O pedido, apresentado por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de “omissão inconstitucional” ao não instalar a CPI, que visa investigar a relação entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).
Hugo Motta arquivou o pedido protocolado em 2 de fevereiro, que contava com a assinatura de 201 deputados, número superior ao mínimo constitucional de um terço necessário para a criação da CPI.
Contexto da investigação do Banco Master
Em novembro de 2025, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial do Banco Master S/A e de outras instituições do conglomerado, após identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, parte do grupo de Vorcaro, também teve seu encerramento forçado. As investigações revelaram que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado, assumindo riscos excessivos e inflando artificialmente seu balanço financeiro.
Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo fraudes e tensões entre o STF, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central e a Polícia Federal.
Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Banco Letsbank, com um total de garantias que soma R$ 40,6 bilhões.
Conclusão sobre a atuação do STF
Os ministros do STF se reuniram após a sessão para discutir a situação de Toffoli, que, apesar de argumentar que não havia motivos para deixar a relatoria do caso, acabou cedendo diante da pressão dos colegas. A avaliação é de que sua atuação no processo causou desgaste desnecessário ao Supremo.
Em nota, os ministros reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli, mas informaram que a presidência tomará as providências necessárias para a redistribuição do caso, que agora ficará sob a responsabilidade de André Mendonça.
Fonte por: Jovem Pan
