Tribunal nomeia representantes da Air Canada a retomarem as atividades após a paralisação

Associação manifesta insatisfação com a interrupção da paralisação que teve duração inferior a 12 horas; mais de 100 mil passageiros tiveram seus planos…

17/08/2025 10:58

2 min de leitura

Tribunal nomeia representantes da Air Canada a retomarem as atividades após a paralisação
(Imagem de reprodução da internet).

A ministra do Trabalho do Canadá, Patty Hajdu, ordenou no sábado (16.ago.2025) o retorno imediato ao trabalho dos comissários de bordo da Air Canada, finalizando uma greve que teve duração inferior a 12 horas.

A paralisação, que teve início na madrugada do sábado (16.ago), impactou mais de 100.000 passageiros na alta temporada de turismo. O executivo determinou a realização de uma arbitragem para solucionar a controversia trabalhista entre a empresa aérea e o sindicato.

A intervenção governamental ocorreu após o insucesso nas negociações entre a principal companhia aérea do Canadá e o CUPE (Sindicato Canadense de Funcionários Públicos).

As duas partes discutiam desde março assuntos referentes aos salários e ao trabalho não remunerado, com os comissários reivindicando pagamento pelo período antes da decolagem e após o pouso das aeronaves.

A ministra declarou, em comunicado, que o sindicato e a companhia aérea encontram-se em um impasse e permanecem incapazes de solucionar essa disputa.

Adicionalmente, declarou que, devido a essa ausência de solução, utilizou sua prerrogativa de determinar que o Conselho de Relações Industriais do Canadá atuasse como árbitro na resolução da controvérsia.

Paralisação e seus efeitos

A interrupção teve início após o sindicato divulgar um aviso de greve no início da semana. A ordem para retomar o trabalho foi emitida no mesmo dia do início da greve, com base em uma seção do Código do Trabalho canadense que possibilita ao governo interromper paralisações para “manter ou assegurar a paz industrial”.

Os trabalhadores protestavam em relação ao que consideravam “salários de miséria” e à ausência de pagamento pelo trabalho executado antes e depois dos voos. Segundo Natasha Stea, presidente local do SCFP e comissária de bordo, citada pelo jornal britânico The Guardian, aproximadamente 70% dos comissários da Air Canada são mulheres.

Segundo o jornal britânico, a empresa de análise de aviação Cirium contabilizou 671 voos cancelados pela Air Canada até a tarde de sábado (16.ago). A companhia aérea, que opera aproximadamente 700 voos diários, informou que cerca de 130.000 clientes por dia poderiam ser afetados pela interrupção dos serviços.

Wesley Lesosky, representante sindical, criticou a intervenção governamental, afirmando que o governo estava fornecendo à Air Canada exatamente o que ela deseja: horas excessivas de trabalho não remunerado de comissários de bordo mal pagos, ao mesmo tempo em que a empresa obtém lucros altíssimos e uma remuneração executiva extraordinária.

A Air Canada solicitou a intervenção do governo e alegou ter proposto um aumento superior a 38% na compensação global dos comissários de bordo. O sindicato contestou que essa oferta não contemplava integralmente a inflação.

Outro ponto de discordância era o pagamento pela jornada de trabalho antes da decolagem, com a empresa propondo 50% do salário e o sindicato exigindo compensação integral.

A empresa aérea pretende retomar os voos nesta noite de domingo (17.ago), porém, comunicou que haverá cancelamentos nos próximos 7 a 10 dias até que o planejamento seja totalmente normalizado.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):