Trump Acusa Irã de Reprimir Manifestantes
Na noite de terça-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã matou pelo menos 32 mil manifestantes nos últimos dois meses de protestos contra o regime. Em seu discurso sobre o Estado da União, Trump declarou que as autoridades iranianas atiraram e enforcaram os manifestantes, ressaltando que os EUA impediram que muitos fossem enforcados por meio de ameaças de violência.
Tensão entre Irã e EUA
Trump também reiterou a possibilidade de um ataque militar ao Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que seja considerado justo. Ele mencionou o envio de uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35, como parte da estratégia americana.
Em resposta, autoridades iranianas, incluindo o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, negaram a possibilidade de negociações sob ameaças. Araghchi enfatizou que as conversas só ocorrerão se as ameaças e demandas forem deixadas de lado, e alertou que as Forças Armadas do Irã estão preparadas para responder a qualquer agressão.
A escalada das tensões começou com a repressão a protestos antigovernamentais no Irã, onde a população se manifestou contra a inflação e a crise econômica. Durante esses protestos, um bloqueio de internet foi imposto e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Discurso do Estado da União e Contexto Político
O discurso do Estado da União é uma oportunidade para o presidente dos EUA destacar as conquistas do governo em uma sessão conjunta do Congresso, transmitida ao vivo. Este ano, o discurso ocorre em um momento conturbado para Trump, com uma pesquisa indicando que apenas 32% dos americanos acreditam que ele está focado nas prioridades certas, enquanto 68% consideram que ele não está prestando atenção suficiente aos problemas mais importantes do país.
Trump alertou que qualquer ataque iraniano contra manifestantes seria tratado com “força total”, e um conselheiro do líder supremo do Irã declarou que um ataque dos EUA seria visto como o “início de uma guerra”.
Fonte por: CNN Brasil
