Trump alerta Irã: dez dias para acordo ou ‘coisas ruins’ ocorrerão
Washington e Teerã reiniciam diálogos após guerra de 12 dias em junho de 2025, com duas rodadas de conversas realizadas.
Trump estabelece prazo para acordo com o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (19) que definiu um prazo de “dez dias” para decidir sobre a possibilidade de um acordo com o Irã. Ele alertou que, caso não haja um entendimento, “coisas ruins” poderão ocorrer.
As negociações entre Washington e Teerã foram retomadas no início de fevereiro, após um hiato desde a guerra de 12 dias em junho de 2025, e já ocorreram duas rodadas de conversas. Contudo, as tensões permanecem elevadas, com os EUA aumentando sua presença militar no Oriente Médio e o Irã realizando exercícios navais em parceria com a Rússia.
Trump destacou que, ao longo dos anos, tem sido difícil alcançar um acordo significativo com o Irã. Ele enfatizou a necessidade de um entendimento sólido, alertando que “coisas ruins acontecerão” se não houver progresso nas negociações.
Advertências e tensões no Oriente Médio
O presidente americano também mencionou que Washington pode ser forçado a “dar um passo além” se não houver um acordo. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, advertiu que existem “muitos motivos e argumentos” que poderiam justificar um ataque ao Irã.
Israel, aliado dos EUA, também emitiu um alerta, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmando que qualquer ataque iraniano resultaria em uma resposta devastadora. O principal ponto de discórdia entre as nações é o programa nuclear do Irã.
O Irã, sob pressão, reafirmou seu direito ao enriquecimento de urânio para fins civis, com o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohamad Eslami, afirmando que nenhum país pode privá-lo desse direito. O Irã também anunciou que está elaborando um marco para avançar nas negociações com os EUA.
Diálogo em meio a divergências
Apesar da disposição de ambas as partes para continuar o diálogo, há divergências significativas nas discussões. O Irã deseja limitar as conversas ao seu programa nuclear e exige o levantamento das sanções que impactam sua economia. Por outro lado, os EUA insistem que um acordo deve incluir questões relacionadas ao programa de mísseis balísticos do Irã e ao apoio a grupos armados hostis a Israel.
Trump intensificou suas ameaças de ataques nas últimas semanas, reagindo à repressão do governo iraniano a protestos e buscando pressionar por um acordo. Relatos indicam que o Exército dos EUA estava se preparando para possíveis ataques contra o Irã, embora Trump ainda não tenha tomado uma decisão final.
Em meio a essa escalada de tensões, a Rússia pediu moderação. O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, se reuniu com o diretor-geral do Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) para discutir a verificação das atividades nucleares do Irã, que havia restringido o acesso dos inspetores após a guerra desencadeada por Israel no ano passado.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, declarou que o Irã não deseja a guerra, mas questionou se deveria aceitar a imposição da vontade dos outros.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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