Trump apoia novo tratado nuclear em substituição ao New START
Presidente dos EUA critica acordo expirado com a Rússia e sugere pacto ‘modernizado’, incluindo possível participação da China.
Trump propõe novo tratado nuclear após expiração do New START
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou seu desejo por um “tratado novo, melhorado e modernizado” para substituir o New START, o acordo de controle de arsenais nucleares com a Rússia, que expirou no dia 5 de outubro. Em uma mensagem publicada na plataforma Truth Social, Trump criticou o tratado anterior, afirmando que foi mal negociado e está sendo violado.
Até o momento, tanto Trump quanto membros de seu governo têm ignorado as propostas da Rússia para discutir um novo acordo. O New START, assinado em 2010 pelo ex-presidente Barack Obama, era o último tratado de controle de armas nucleares em vigor entre as duas potências nucleares mais poderosas do mundo.
Limitações do New START e a inclusão da China
O New START impunha limites ao número de ogivas nucleares e mísseis que os EUA e a Rússia poderiam manter em condições operacionais, estabelecendo um teto de 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis. Trump, que já expressou concordância com essas limitações, agora busca um novo pacto que também inclua a China, cuja capacidade nuclear está em crescimento e se tornando mais avançada.
Em sua mensagem, Trump destacou que os EUA são a nação mais poderosa do mundo e que, durante seus mandatos, ele revitalizou as Forças Armadas, incluindo o desenvolvimento de novas armas nucleares. Ele também mencionou a criação da Força Espacial, que se tornou um dos ramos das Forças Armadas dos EUA.
Desenvolvimento de sistemas de defesa e riscos à segurança global
A Força Espacial é responsável pelo projeto “Cúpula Dourada”, um sistema que o governo Trump pretende desenvolver para interceptar mísseis intercontinentais em órbita baixa. No entanto, a viabilidade desse escudo é questionada por especialistas, que alertam sobre os riscos que um sistema desse tipo poderia representar para a corrida armamentista, caso os EUA consigam romper a “vulnerabilidade mútua” existente entre as potências nucleares.
Considerações finais sobre a nova abordagem de Trump
A proposta de Trump para um novo tratado nuclear reflete uma mudança significativa na abordagem dos EUA em relação ao controle de armas. A inclusão da China nas negociações pode indicar uma nova estratégia para lidar com a crescente complexidade das relações internacionais e a dinâmica de poder no cenário global. A continuidade desse debate será crucial para a segurança mundial e a estabilidade das relações entre as potências nucleares.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.