Trump busca apoio de aliados para formar coalizão no Estreito de Ormuz

EUA negociam com 7 nações para cooperação em segurança marítima; Japão e Austrália indicam que não enviarão navios de guerra.

16/03/2026 11:40

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Trump Pressiona Países para Proteger o Estreito de Ormuz

No último domingo (15.mar.2026), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu governo está em diálogo com sete países para garantir a segurança do Estreito de Ormuz e a continuidade da rota petrolífera. A declaração foi feita a bordo do Air Force One, onde Trump enfatizou a responsabilidade das nações dependentes do petróleo do Golfo em proteger a região.

Trump afirmou: “Exijo que esses países participem e protejam seu próprio território, pois o território é deles. É dali que provém a energia deles.” Essa pressão ocorre em meio a um conflito em curso com o Irã, que já dura três semanas e está afetando o mercado global de petróleo.

Reações de Aliados e Países Envolvidos

Na segunda-feira (16.mar), aliados estratégicos como Japão e Austrália informaram que não têm planos de enviar embarcações militares para o Oriente Médio. No sábado anterior, Trump havia expressado sua expectativa de que países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviassem navios de guerra para a região.

Além disso, Trump intensificou a pressão sobre a Otan e a União Europeia, alertando que a aliança enfrentaria um futuro complicado caso não apoiasse os EUA no confronto com o Irã. Os ministros das Relações Exteriores europeus se reuniram para discutir o fortalecimento de uma missão naval no Oriente Médio, mas não há previsão de que o bloco amplie sua atuação no Estreito de Ormuz.

Posições de Países como Japão e Austrália

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou que, devido à Constituição pacifista do país, não há planos para enviar embarcações militares ao Oriente Médio, de onde o Japão obtém 95% de seu petróleo. Takaichi afirmou que o Japão está avaliando suas opções dentro de um enquadramento legal.

Por sua vez, a Austrália também se manifestou, afirmando que não pretende ajudar na reabertura do estreito, apesar de reconhecer sua importância. Catherine King, membro do gabinete do premiê Anthony Albanese, destacou que não houve solicitação para tal apoio.

Conclusão sobre a Situação no Estreito de Ormuz

A situação no Estreito de Ormuz continua tensa, com a pressão internacional crescente sobre os países da região para que tomem medidas de proteção. Enquanto isso, a resposta dos aliados dos EUA permanece cautelosa, refletindo a complexidade do cenário geopolítico atual e as implicações para o mercado global de petróleo.

Fonte por: Poder 360

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