Trump formaliza a criação do ‘Conselho da Paz’; saiba mais sobre a iniciativa

Líderes globais, incluindo o presidente Lula, recebem convite para integrar novo órgão internacional

22/01/2026 7:30

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Donald Trump Propõe Criação de um “Conselho de Paz

Donald Trump está planejando estabelecer um “Conselho de Paz” com o objetivo de resolver conflitos globais. Críticos afirmam que a iniciativa visa competir com a ONU, e a carta fundacional do conselho pode ser assinada na quinta-feira (22) durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

Fontes próximas ao presidente dos Estados Unidos confirmaram que Trump apresentará a proposta para assinatura no evento, com cerca de 35 líderes já demonstrando apoio. A carta entrará em vigor assim que três países a assinarem.

Objetivos do Conselho de Paz

A Casa Branca anunciou que o conselho será parte de um plano para acabar com a guerra na Faixa de Gaza, mas o rascunho sugere um escopo muito mais amplo, funcionando como um substituto para a ONU.

Um porta-voz da ONU em Genebra destacou que a proposta de Trump não é um plano da organização, enfatizando que a autorização do Conselho de Segurança se limita à atuação em Gaza.

Missão do Conselho

O preâmbulo dos estatutos do “Conselho de Paz” descreve a organização como uma entidade internacional que busca promover a estabilidade e garantir uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, criticando abordagens que falharam no passado, em referência à ONU.

Poderes de Trump no Conselho

Trump será o presidente do Conselho de Paz, com amplos poderes, incluindo a autoridade exclusiva para convidar outros líderes a se juntarem ao órgão e revogar sua participação, exceto em casos de veto por dois terços dos membros.

O conselho executivo, sob sua liderança, contará com sete membros, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Condições de Adesão

Os Estados membros terão um mandato de até três anos, renovável pelo presidente. No entanto, aqueles que contribuírem com mais de 1 bilhão de dólares ao conselho no primeiro ano não estarão sujeitos a essa limitação.

Apoio Internacional

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já aceitaram participar, assim como líderes de Argentina, Armênia e Kosovo. A Arábia Saudita e outros países árabes também manifestaram apoio conjunto.

Recusas e Respostas Pendentes

Noruega, França e Ucrânia, cujo presidente Volodimir Zelensky não pretende participar ao lado da Rússia, já se recusaram. A Rússia está avaliando o convite, enquanto a China ainda não se posicionou claramente.

O Reino Unido e a Alemanha estão analisando as condições do convite, e outros países, como Itália e Brasil, também foram convidados a se juntar ao conselho.

Conclusão

A proposta de Trump para o “Conselho de Paz” gera discussões sobre a eficácia e a legitimidade de uma nova entidade internacional em comparação com a ONU. O desenrolar dessa iniciativa poderá impactar a dinâmica das relações internacionais e a resolução de conflitos globais.

Fonte por: Jovem Pan

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