UE convoca ministros da Agricultura para discutir apoio ao Mercosul
Itália e França frustram esperanças de acordo em dezembro no mês passado.
União Europeia busca acordo de livre comércio com Mercosul
A União Europeia (UE) convocou os ministros da Agricultura dos países membros para uma reunião de emergência na quarta-feira (7) com o objetivo de persuadir a Itália e outras nações hesitantes a assinarem um acordo de livre comércio com o Mercosul.
No mês passado, a Itália e a França expressaram suas preocupações, afirmando que não estavam prontas para apoiar o acordo até que as preocupações dos agricultores sobre a entrada de produtos agrícolas baratos do Mercosul, como carne bovina e açúcar, fossem resolvidas.
Todos os 27 ministros da Agricultura da UE foram convidados para a reunião na Comissão, conforme informado pelo Chipre, atual presidente da UE. A participação dos ministros ainda não foi confirmada.
Expectativas e garantias para os agricultores
Espera-se que os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde ofereçam garantias sobre o financiamento futuro para os agricultores no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) da UE, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros (US$ 7,4 bilhões) no próximo orçamento da UE.
A proposta da Comissão de combinar os fundos de coesão regional com os recursos da PAC no novo orçamento de sete anos gerou preocupações entre as nações agrícolas. Além disso, serão analisados os controles de importação, incluindo os limites máximos permitidos de resíduos de pesticidas.
Desafios e a posição da Itália
A situação é crítica para discutir as demandas dos agricultores, e a Comissão deve enviar uma carta aos membros detalhando o apoio à renda dos agricultores. O Executivo da UE, com o apoio de países como Alemanha e Espanha, busca obter a maioria necessária de 15 membros da UE, que representam 65% da população do bloco, para autorizar a assinatura do acordo, possivelmente em 12 de janeiro.
O acordo, que está em negociação há 25 anos e seria o maior da UE em termos de redução de tarifas, é considerado essencial para aumentar as exportações afetadas por tarifas de importação dos EUA e para diminuir a dependência da China, garantindo acesso a minerais essenciais.
Com a Polônia e a Hungria se opondo ao acordo e a França sendo crítica, a posição da Itália será fundamental para a assinatura. Embora a Itália não se oponha ao acordo, ela busca garantias, especialmente sobre a reciprocidade, para que os produtos agrícolas importados atendam aos padrões ambientais e de saúde da UE.
Essas questões devem ser discutidas na reunião de quarta-feira, e a Itália ainda não está totalmente de acordo, segundo fontes diplomáticas. Uma votação está prevista para sexta-feira (9).
Fonte por: CNN Brasil
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Redação
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