Úlcera venosa: tratamento da veia doente acelera cicatrização e previne recidivas

Feridas crônicas na perna sem cicatrização geralmente têm origem circulatória; entender a insuficiência venosa é crucial para tratar úlceras.

15/04/2026 9:30

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Entendendo a Úlcera Venosa

A úlcera venosa é uma das manifestações mais avançadas da insuficiência venosa crônica, geralmente localizada na região da perna, próxima ao tornozelo. Essa condição pode persistir por meses ou até anos, causando dor, limitações funcionais e impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Tradicionalmente, o tratamento se concentrou na ferida, utilizando curativos, pomadas e cuidados locais. Embora essas medidas sejam importantes, muitas vezes não são suficientes se a causa principal – o mau funcionamento das veias – não for tratada adequadamente.

Atualmente, é reconhecido que, para uma cicatrização eficaz e para evitar recidivas, é essencial olhar além da lesão.

A Importância da Circulação no Tratamento

Na insuficiência venosa, as válvulas das veias não funcionam corretamente, dificultando o retorno do sangue ao coração. Isso resulta em acúmulo de sangue nas pernas, aumento da pressão venosa e extravasamento de líquido para os tecidos.

Esse cenário prejudica a oxigenação da pele, favorece a inflamação crônica e dificulta a cicatrização de feridas. Por isso, a úlcera venosa tende a permanecer aberta quando apenas o cuidado local é realizado.

Tratar a ferida sem abordar a veia doente é, muitas vezes, uma abordagem que foca apenas na consequência, ignorando a causa subjacente.

Avanços no Tratamento das Úlceras Venosas

Nos últimos anos, pesquisas clínicas têm promovido mudanças significativas na abordagem das úlceras venosas. Evidências indicam que a combinação de tratamento conservador – como curativos adequados e terapia compressiva – com a correção da insuficiência venosa pode acelerar a cicatrização.

Procedimentos de ablação venosa, realizados por técnicas minimamente invasivas como laser ou radiofrequência, têm sido cada vez mais utilizados para tratar veias insuficientes. Ao corrigir o refluxo venoso, melhora-se o ambiente circulatório, favorecendo o fechamento da ferida.

Além disso, tratar a causa reduz significativamente o risco de recorrência, um dos principais desafios no manejo desse tipo de lesão.

Impacto na Qualidade de Vida

A úlcera venosa não é apenas uma ferida; ela afeta a rotina, limita a mobilidade, causa dor crônica e pode levar ao isolamento social. O risco de infecção também é uma preocupação constante.

Muitos pacientes convivem por anos com curativos frequentes e resultados insatisfatórios, sem que a causa seja abordada de maneira adequada.

Uma abordagem mais abrangente – que inclua avaliação vascular, tratamento da insuficiência venosa e cuidados locais – pode transformar o prognóstico. Isso reduz o tempo de cicatrização, melhora a funcionalidade e devolve qualidade de vida.

A úlcera venosa deve ser encarada não apenas como um problema de pele, mas como uma doença da circulação. Tratar a veia doente pode ser o passo decisivo para fechar a ferida e prevenir sua recorrência.

Fonte por: Jovem Pan

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