Uma análise sobre a violência institucionalizada

A Relação Entre Estado e Segurança: Um Olhar Crítico
Ao abrir mão de parte de sua liberdade, os cidadãos conferem ao Estado o poder necessário para garantir a ordem e a proteção coletiva. Esse pacto é fundamental para a legitimidade do Estado e justifica sua autoridade. Contudo, surge a questão: o que ocorre quando a instituição que deveria proteger a população começa a ameaçá-la?
Casos de Securitização no Sudão e nos Estados Unidos
Atualmente, o Sudão e os Estados Unidos exemplificam essa problemática, apesar de suas diferenças em escala e contexto histórico. Em ambos os países, o Estado tem adotado uma abordagem de segurança para lidar com conflitos internos, tratando certos grupos sociais como ameaças. Essa lógica de securitização resulta na ampliação do poder coercitivo do Estado e na restrição de direitos, manifestando-se de maneiras distintas conforme o contexto político de cada nação.
A Legitimidade do Poder Estatal
A violência exercida pelo Estado é considerada legítima, com a polícia e o sistema judicial justificando sua existência pela manutenção da ordem social. No entanto, essa legitimidade não é automática; ela requer limites claros, responsabilidade institucional e um compromisso genuíno com a proteção dos cidadãos.
Violência no Sudão e nos Estados Unidos
No Sudão, essa lógica se manifesta de forma extrema, com o uso direto da violência armada contra civis. A queda do regime de Omar al-Bashir em 2019 deu início a uma transição instável, marcada pela luta de grupos armados pelo controle do Estado. Por outro lado, nos Estados Unidos, a securitização se reflete na política migratória, onde o papel do Immigration and Customs Enforcement (ICE) transforma a migração em uma questão de segurança nacional. Isso resulta em detenções em massa e deportações, colocando imigrantes e refugiados como alvos de um aparato estatal que deveria proteger a população.
Conclusão: O Paradoxo da Segurança e da Violência
Em ambos os contextos, observa-se uma lógica comum: o Estado expande seus mecanismos de controle e repressão em nome da segurança, gerando insegurança para aqueles que deveria proteger. No Sudão, essa dinâmica se traduz em violência militar e destruição institucional, enquanto nos Estados Unidos se manifesta por meio de coerção legal e administrativa, desumanizando grupos vulneráveis e restringindo direitos fundamentais. Assim, o Estado, ao concentrar poder, encontra formas de legitimar a violência, aprofundando desigualdades e fragilizando a noção de cidadania.
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Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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