Umidade do solo para milho safrinha é satisfatória, mas clima gera preocupação

EarthDaily aponta níveis adequados de cereal nas regiões produtoras até 1º de abril

31/03/2026 7:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Condições do Milho Safrinha no Brasil

O milho safrinha, que já foi plantado ou está em processo de semeadura em algumas regiões do Brasil, se beneficia da umidade do solo nas áreas produtoras. No entanto, a empresa de monitoramento EarthDaily alerta que uma massa de ar quente no Sul do país pode aumentar a evapotranspiração, resultando em uma rápida perda de umidade, especialmente em um cenário já afetado por chuvas escassas.

Riscos de Estresse Hídrico nas Lavouras

Esses fatores podem elevar o risco de estresse hídrico nas lavouras. Imagens de satélite revelam divergências entre os principais modelos climáticos em relação à precipitação nos próximos dias. Embora haja chuvas abaixo da média em grande parte do país, algumas áreas, como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e a região de Matopiba, apresentam um cenário mais favorável com volumes de chuva acima da média.

De acordo com Felippe Reis, analista de cultura da EarthDaily, a umidade do solo deve permanecer em níveis satisfatórios em grande parte das regiões produtoras de milho de segunda safra entre os dias 25 de março e 1º de abril.

Situação nas Regiões Produtoras

No Mato Grosso, não há motivos para preocupação com o milho da segunda safra, pois a maioria das lavouras está em estágio inicial, permitindo potencial de recuperação. Contudo, isso depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que destaca a importância do monitoramento contínuo.

No Mato Grosso do Sul, a umidade do solo continua baixa, o que pode aumentar o risco agronômico nas próximas semanas. Em Goiás, o início do ciclo de plantio foi tardio, com excesso de umidade em março dificultando a semeadura e atrasando o calendário agrícola para a colheita da primeira safra de soja e da segunda safra de milho.

Desafios Climáticos no Paraná e Rio Grande do Sul

As condições climáticas nas regiões produtoras do Oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul são bastante diferentes. No Paraná, a baixa umidade do solo, que está em seu menor nível nos últimos quatro anos, gera preocupação. A EarthDaily recomenda monitoramento contínuo, pois a persistência da seca pode impactar o desenvolvimento e o potencial produtivo das lavouras.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul, as lavouras estão em fase de recuperação. Entre 18 e 25 de março, o aumento da umidade do solo contribuiu para a redução do estresse hídrico, criando condições mais favoráveis para as lavouras de soja na região.

Fonte por: CNN Brasil

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