Validade do capacete de moto: prazo de troca e exigências legais

Importância do Capacete para Motociclistas
O capacete é um dos principais itens de segurança para quem pilota motocicletas, projetado para absorver impactos e proteger a cabeça. Uma dúvida comum entre os motociclistas é sobre a validade do capacete e as exigências legais relacionadas. Enquanto os fabricantes indicam um ciclo de vida baseado na degradação dos materiais, a legislação brasileira foca na conservação e certificações do equipamento. Compreender essas diferenças é essencial para garantir uma pilotagem segura e evitar penalidades.
Vida Útil e Estrutura do Capacete
A parte mais importante de um capacete é a camada interna de Poliestireno Expandido (EPS), que absorve os impactos. Com o tempo, a exposição ao sol, variações de temperatura e suor podem degradar essa estrutura. Os fabricantes recomendam que a vida útil do EPS e das resinas do casco, como policarbonato ou fibra de vidro, varia de três a cinco anos de uso contínuo.
Após esse período, o material pode perder a elasticidade necessária para proteger adequadamente. A Resolução nº 940/2022 do Contran não considera a data de fabricação para multas, mas exige que o capacete tenha o selo de certificação do Inmetro, faixas retrorrefletivas intactas e sem danos estruturais que comprometam sua eficácia.
Sinais de Desgaste e Segurança
Ignorar os sinais de desgaste do capacete pode colocar a segurança do motociclista em risco. Um dos primeiros sinais de falha é a folga excessiva na forração interna. Se o capacete se mover facilmente ao redor da cabeça, isso indica que as espumas não estão mais garantindo a fixação adequada em caso de impacto.
Outros sinais de alerta incluem microfissuras no casco e marcas de abrasão. Um capacete que sofreu uma queda, mesmo sem danos visíveis, pode ter danos internos irreversíveis e deve ser descartado, pois é projetado para suportar apenas um impacto primário.
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Inspeção e Manutenção do Capacete
Para garantir a segurança, os motociclistas devem realizar inspeções regulares em seus capacetes, assim como fazem com suas motocicletas.
1. Verificação do Sistema de Fixação
Inspecione a cinta jugular e o fecho micrométrico, verificando se há desgastes ou oxidação. Se houver problemas, o capacete pode não passar em uma fiscalização.
2. Checagem das Certificações
Confirme se o selo do Inmetro está legível e se as fitas retrorrefletivas estão intactas e funcionando corretamente, pois isso é essencial para a segurança e legalidade do uso.
3. Inspeção da Viseira
A viseira deve estar livre de arranhões que possam prejudicar a visibilidade. Teste o mecanismo para garantir que a viseira permaneça na posição correta durante a pilotagem.
Custo de Substituição e Consequências da Negligência
Substituir o capacete a cada três a cinco anos é fundamental. Os preços variam conforme o material:
- Cascos em resina termoplástica (ABS): entre R$ 150 e R$ 600, oferecendo proteção básica.
- Cascos em tri-composto ou fibra de carbono: de R$ 1.500 a R$ 6.000, proporcionando maior leveza e conforto em altas velocidades.
Pilotar com um capacete sem certificação ou em mau estado pode resultar em multas severas, conforme o Artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade inclui uma multa de R$ 293,47 e a adição de sete pontos na CNH, além da retenção do veículo até que a situação seja regularizada.
Prolongar o uso de um capacete danificado pode comprometer a proteção em caso de acidente. A substituição adequada e a manutenção do equipamento são essenciais para garantir a segurança do motociclista nas estradas.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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