Venezuela: Medo e incerteza coexistem com a volta à normalidade

Comércios em Caracas reabrem dois dias após bombardeios dos EUA, mas moradores expressam apreensão sobre o futuro.

05/01/2026 22:30

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(Imagem de reprodução da internet).

Rotina em Caracas Após Captura de Maduro

Dois dias após os bombardeios americanos que resultaram na captura do ditador Nicolás Maduro, a vida em Caracas, capital da Venezuela, começa a voltar ao normal. Padarias, cafés e outros estabelecimentos reabriram nesta segunda-feira, 5, e as ruas estão novamente movimentadas. Contudo, o clima ainda é marcado pelo medo e pela incerteza sobre o futuro.

Impacto do Ataque na Vida Cotidiana

Para compreender como a cidade se recupera após o ataque que deixou pelo menos 80 mortos, o Estadão conversou com três moradores de Caracas: uma comerciante, um professor universitário e uma engenheira, que preferiram não se identificar. Eles relataram que estavam em casa durante o ataque e inicialmente não associaram o barulho a uma ação militar. A comerciante María Fernanda, de 53 anos, pensou que era um terremoto, enquanto a engenheira Rosa, de 68, acreditou que fosse um trovão.

Retorno Gradual à Normalidade

Os relatos indicam que o bombardeio afetou a rotina da capital nos dias 3 e 4 de janeiro, com ruas desertas e comércio fechado. Supermercados e farmácias que permaneceram abertos enfrentaram longas filas, pois muitos venezuelanos correram para estocar alimentos e medicamentos, temendo novos ataques. Rosa mencionou que alguns supermercados limitaram a entrada de clientes e que houve escassez de produtos frescos.

Na segunda-feira, no entanto, a situação já era diferente. María Fernanda comentou que tudo estava normal, com transporte público funcionando e supermercados sem filas. Luis Rodríguez, professor universitário, também observou que as atividades estavam voltando ao normal, com o comércio e serviços operando normalmente.

Sentimento de Insegurança e Incerteza

Luis Rodríguez acrescentou que muitos preferem não comentar sobre a situação em público, optando por conversas em grupos pequenos, devido à apreensão que permeia o ambiente. Os três também notaram um aumento na presença policial nas ruas, embora a situação tenha voltado ao normal na segunda-feira.

Fonte por: Estadao

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