Senador Carlos Viana defende repasses à Fundação Oásis
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) se manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os repasses de aproximadamente R$ 3,9 milhões à Fundação Oásis, vinculada à Igreja da Lagoinha e sob investigação da CPMI do INSS. Em sua declaração, Viana negou qualquer irregularidade, classificando as suspeitas como uma “narrativa política”.
Esclarecimentos sobre os repasses
A resposta do senador foi uma reação ao pedido de esclarecimento do ministro Flávio Dino sobre possíveis irregularidades. Viana, que preside a CPMI do INSS, afirmou que os recursos foram alocados através de fundos de assistência social, sem interferência direta na execução. Ele também refutou as alegações de falta de transparência e desvio de finalidade.
Valores e destinações dos repasses
O parlamentar destacou que, no momento dos repasses, não havia investigações ou qualquer “mácula” sobre a instituição beneficiada. Ele explicou que a indicação de emendas parlamentares não implica que o autor da emenda deva acompanhar todo o processo de gasto dos recursos.
Correção de valores e repasses realizados
Viana corrigiu informações sobre os valores enviados à Fundação Oásis, esclarecendo que foram R$ 3,9 milhões, distribuídos em três repasses:
- 2019: R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Belo Horizonte, destinado à Fundação Oásis;
- 2023: R$ 1,44 milhão à Fundação Oásis de Capim Branco;
- 2025: R$ 1 milhão à filial de Capim Branco.
Controvérsias e investigações
Os deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) levantaram preocupações sobre os repasses, sugerindo um “possível desvio de finalidade” que poderia beneficiar interesses políticos e financeiros do senador. A Igreja da Lagoinha também está associada a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a investigações relacionadas à operação Compliance Zero.
Fonte por: Poder 360
