Vorcaro afirma que Will Bank será vendido no dia da liquidação do Master

Empresário declara à PF que venda estava confirmada, mas foi interrompida pela liquidação do Master. Confira no Poder360.

2 min de leitura
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro de 2025

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro de 2025

Venda do Will Bank e Liquidação do Banco Master

Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, revelou que a venda do Will Bank estava acordada para ser finalizada no mesmo dia em que o Banco Central anunciou a liquidação do Master, em 18 de novembro de 2025. O comprador seria o Mubadala Capital, um fundo de investimento de Abu Dhabi.

A declaração foi feita em 30 de dezembro de 2025, durante um depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), que foi gravado e ao qual o Poder360 teve acesso.

Detalhes da Negociação

Vorcaro afirmou que, na semana em que a operação Compliance Zero foi deflagrada, as negociações já estavam finalizadas, faltando apenas a formalização do contrato. Ele destacou que a venda foi interrompida devido à ação da polícia e do Banco Central.

O empresário mencionou que a venda do Will Bank estava programada para ser assinada na manhã do dia 18, e que nos dias seguintes, seriam formalizadas outras transações envolvendo um banco de investimento e a entrada de investidores estrangeiros. Ele lamentou que a operação policial tenha interrompido esse desfecho positivo para o sistema financeiro.

Implicações da Liquidação

Vorcaro também indicou que a sequência de negócios não se limitava ao Will Bank, mas incluía a venda do banco de investimento do grupo e a participação de investidores internacionais. Ele criticou a rapidez do Banco Central em decretar a liquidação, insinuando que havia uma possibilidade de resolução através do mercado.

O Will Bank foi liquidado em 21 de janeiro, após a interrupção das negociações mencionadas por Vorcaro.

Defesa e Influência Política

No depoimento, Vorcaro negou ter qualquer influência política que pudesse protegê-lo das investigações, afirmando que sua situação contradiz essa narrativa. Ele questionou: “Se eu tivesse todos esses amigos, acha que eu estaria aqui de tornozeleira?”

Durante a mesma sessão, o advogado Roberto Podval se opôs ao pedido da Polícia Federal para acessar os dados do celular de Vorcaro, expressando preocupação com o possível vazamento de informações pessoais que não estivessem relacionadas ao inquérito.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile