Votação pelo impeachment de Julio Casares será híbrida
A Justiça decidiu que a votação para o impeachment de Julio Casares, presidente do São Paulo, ocorrerá em formato híbrido. A juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, em São Paulo, emitiu uma liminar na noite de segunda-feira (12) que atende parcialmente a um pedido de conselheiros de oposição. Eles solicitavam a possibilidade de voto híbrido, mas a redução do quórum necessário para a aprovação do afastamento não foi aceita.
Detalhes da convocação e do estatuto
A reunião para a votação está marcada para esta sexta-feira (16), no Morumbi, e já foi convocada duas vezes. A segunda convocação ocorreu devido a uma confusão relacionada ao Estatuto do São Paulo. O artigo 112 exige que a destituição seja aprovada por dois terços dos conselheiros (171 votos), enquanto o artigo 58, considerado na segunda convocação, estabelece que a destituição requer 75% de aprovação do Conselho Deliberativo (191 votos).
Os conselheiros argumentaram com base no artigo 76 do Regimento Interno, que permite reuniões “semipresenciais”, podendo ser realizadas de forma presencial ou virtual. A juíza destacou que a forma da reunião deve facilitar a participação do maior número possível de conselheiros, considerando o interesse do clube.
Argumentos para a votação presencial
Um dos pontos levantados pela juíza para justificar a necessidade de uma reunião presencial foi o alto quórum exigido para a deliberação (75%). Ela mencionou a época do ano, a presença de conselheiros idosos e a infraestrutura do São Paulo para realizar reuniões híbridas como fatores que justificam a decisão. A juíza argumentou que a situação caracteriza tanto a probabilidade do direito alegado quanto o risco de dano irreparável.
Três grupos políticos de oposição, incluindo o Salve o Tricolor Paulista, Movimento São Paulo 1930 e a Frente Democrática em Defesa do São Paulo, assinaram a ação. Um pedido anterior para a votação híbrida foi negado pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior.
Reação do presidente do Conselho Deliberativo
Olten Ayres de Abreu Júnior justificou a negativa ao pedido de votação híbrida, afirmando que as votações sobre o afastamento do presidente são delicadas e impactam a estrutura e a credibilidade do clube. Ele defendeu que, em casos de voto secreto, a votação deve ser presencial, ressaltando a importância do impeachment e seu impacto profundo na vida do clube.
Fonte por: Jovem Pan
