Warner rejeita proposta da Paramount e apoia parceria com Netflix

Proposta de US$ 108,4 bilhões da Paramount é rejeitada em favor de acordo com a Netflix, segundo Poder360.

07/01/2026 13:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Warner Bros. Discovery Rejeita Oferta da Paramount Skydance

O conselho diretivo da Warner Bros. Discovery (WBD) decidiu, por unanimidade, rejeitar a proposta de compra revisada de US$ 108,4 bilhões apresentada pela Paramount Skydance (PSKY). A decisão ocorreu mesmo com o apoio pessoal do bilionário Larry Ellison, CEO da Oracle, à proposta.

Motivos da Rejeição da Proposta

A rejeição foi anunciada em 7 de janeiro de 2026, após uma análise detalhada da oferta alterada feita em 22 de dezembro. O conselho considerou a proposta insuficiente, pois não atendia aos critérios de “proposta superior” estabelecidos em um acordo anterior com a Netflix. Além disso, a Warner reafirmou sua intenção de seguir com a fusão com a gigante do streaming.

Condições Desfavoráveis da Proposta

A Warner avaliou que a proposta da PSKY não oferecia valor suficiente aos acionistas e apresentava condições desfavoráveis, incluindo um alto volume de financiamento de dívida, o que poderia criar riscos para a conclusão do negócio. O conselho também destacou que a Paramount havia enganado os acionistas ao afirmar que a família Ellison garantiria a proposta.

Custos e Implicações de um Acordo

Outro fator que pesou na decisão foi a necessidade de pagar multas em caso de um acordo com a Paramount, devido à rescisão do contrato com a Netflix, que poderia gerar custos de aproximadamente US$ 4,7 bilhões. A proposta da Netflix, por sua vez, oferece aos acionistas da WBD US$ 23,25 em dinheiro e ações, representando um valor-alvo adicional baseado no preço no fechamento do acordo.

Considerações Finais sobre Fusões e Regulações

Embora a oferta da Paramount apresente um valor por ação superior em comparação à da Netflix, a complexidade do financiamento levantou dúvidas entre os diretores da Warner. Ambas as propostas estão sujeitas a rigoroso escrutínio das agências reguladoras, uma vez que as leis antitruste dos EUA visam evitar que um único grupo controle uma parte significativa do mercado, garantindo a concorrência saudável.

Fonte por: Poder 360

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