Xi e Putin debatem grande projeto de gás natural em Pequim

Reunião entre Xi Jinping e Vladimir Putin aborda novo gasoduto
Durante a cúpula entre os líderes da China e da Rússia, marcada para os dias 19 e 20 de maio de 2026, um dos principais tópicos será a construção do gasoduto Força da Sibéria 2. Este projeto visa escoar gás natural da Sibéria para o nordeste da China, com uma extensão de 2.600 km e capacidade para transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás anualmente.
O início das operações do gasoduto está previsto para 2030 e ele é considerado uma prioridade no Plano Nacional Quinquenal 2026-2030 da China. O projeto representa um passo significativo na colaboração energética entre os dois países.
Memorando e aceleração do projeto
Em setembro do ano passado, Rússia, China e Mongólia assinaram um memorando para a construção do Força da Sibéria 2. Na reunião entre Putin e Xi, o objetivo é reafirmar o compromisso com o projeto e discutir maneiras de acelerar sua implementação.
Este será o segundo gasoduto construído entre a Rússia e a China, complementando o Força da Sibéria 1, que foi concluído em 2019 e já atingiu sua capacidade máxima. O Força da Sibéria 1 conecta os campos de Iacútia, na Sibéria, a Xangai, com uma capacidade anual de 38 bilhões de metros cúbicos de gás.
Impactos no setor energético
A construção do novo gasoduto fortalecerá ainda mais a integração energética entre Rússia e China. Atualmente, a Rússia responde por cerca de 20% das importações de gás natural da China, com um pico de 20,7% registrado em março, impulsionado pela crise no Irã. A China, que também importa gás de países árabes, enfrenta desafios devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, que dificultou a chegada de embarcações de gás natural liquefeito (GNL).
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O acordo entre os dois países é vantajoso, pois a China assegura um suprimento estável e se resguarda de instabilidades no Oriente Médio, enquanto a Rússia se beneficia financeiramente com o fornecimento de gás ao mercado chinês.
Relações comerciais em ascensão
As relações entre Rússia e China estão em um momento positivo, tanto no âmbito diplomático quanto comercial. O comércio bilateral já alcança US$ 200 bilhões, com a maior parte das transações realizadas em moedas locais, como rublo e yuan, evitando a dependência do dólar.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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