Romeu Zema defende tratamento especial à China
O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, do partido Novo, declarou na segunda-feira (13 de abril de 2026) que o Brasil deve tratar a China com um “tapete vermelho”. A afirmação foi feita durante uma reunião do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo.
Segundo Zema, a China é o principal parceiro comercial do Brasil e, portanto, merece um tratamento prioritário. Ele enfatizou: “O maior cliente do Brasil é a China. Precisa ser tratada com tapete vermelho”.
Relações comerciais e políticas
O governador comparou a relação internacional à lógica empresarial, afirmando que “cliente você tem que tratar da melhor forma possível”. No entanto, ele ressaltou que a aproximação comercial não deve implicar em alinhamento político, dizendo: “Tratar bem o cliente não quer dizer que você tem que se converter à religião daquele cliente”.
Zema criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando que o Brasil tem se afastado de suas “origens ocidentais”. Ele afirmou: “Nossas raízes são ocidentais, mas parece que nos distanciamos disso neste governo”.
Aproximação com o Ocidente
O pré-candidato defendeu uma maior aproximação com países ocidentais, sem comprometer as relações comerciais com nações como China e Índia. Ele declarou: “Sou favorável a uma maior aproximação com o Ocidente, sem mexer em nada — ou até melhorar — o comércio com China e Índia”.
Críticas a regimes autoritários
Zema também criticou a relação do Brasil com regimes autoritários, afirmando: “Podemos até comercializar, mas estar próximo e enaltecer regimes como o cubano ou o venezuelano é um absurdo”.
Ao comentar sobre o cenário internacional, ele mencionou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo: “Não concordo com tudo que o Trump faz. Ele é imprevisível e vai enfrentar dificuldades”.
Considerações finais
As declarações de Romeu Zema refletem sua visão sobre a importância das relações comerciais do Brasil, destacando a necessidade de um equilíbrio entre comércio e política internacional. Sua postura sugere uma estratégia de aproximação com o Ocidente, ao mesmo tempo em que busca manter laços comerciais com potências como a China e a Índia.
Fonte por: Poder 360
