Air France e Airbus recebem condenação pela queda do voo Rio-Paris

Justiça francesa anula absolvição e impõe multa de 225 mil euros a cada empresa por acidente que causou 228 mortes em 2009

21/05/2026 12:30

2 min

Air France e Airbus recebem condenação pela queda do voo Rio-Paris
(Imagem de reprodução da internet).

Airbus e Air France condenadas por acidente do voo AF447

A Airbus e a Air France foram condenadas por homicídio culposo em relação ao acidente do voo AF447, que caiu no oceano Atlântico em 1º de junho de 2009, durante a rota entre Rio de Janeiro e Paris. O trágico incidente resultou na morte de 228 pessoas.

Decisão do Tribunal de Apelação de Paris

A decisão do Tribunal de Apelação de Paris, proferida em 21 de maio de 2026, reverteu a absolvição anterior de 2023. Ambas as empresas foram multadas em 225 mil euros (aproximadamente R$ 1,3 milhão), o valor máximo permitido pela legislação francesa. A corte determinou que a Airbus e a Air France eram as “únicas responsáveis” pelo acidente, citando “imprudências” e “negligências” que contribuíram para a queda do Airbus A330.

Investigações e falhas identificadas

As investigações revelaram que o congelamento das sondas Pitot, que medem a velocidade da aeronave, foi o gatilho para uma série de falhas em uma área de forte instabilidade climática próxima à linha do Equador. A promotoria destacou que a Airbus minimizou a gravidade do problema técnico e não forneceu alertas adequados às companhias aéreas, enquanto a Air France foi criticada por falhas no treinamento dos pilotos para lidar com essas situações.

Impacto do acidente

Este acidente é considerado a maior tragédia da aviação francesa, com vítimas de 33 nacionalidades, incluindo 61 franceses e 58 brasileiros. A tripulação era composta por 12 pessoas, sendo 11 franceses e 1 brasileiro. Durante o processo judicial, tanto a Airbus quanto a Air France negaram qualquer responsabilidade criminal, atribuindo o acidente a erros dos pilotos em uma situação de emergência.

Próximos passos no julgamento

O julgamento do recurso continuará em setembro de 2026, quando representantes das empresas serão novamente ouvidos pela Justiça francesa. A expectativa é que novas evidências e argumentos sejam apresentados, podendo influenciar o desfecho do caso.

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Fonte por: Poder 360

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