Alckmin avalia que Brasil mantém competitividade com tarifa de 10% dos EUA

Presidente em exercício afirma que decisão impulsiona o comércio

21/02/2026 8:30

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Vice-presidente Geraldo Alckmin, durante entrevista coletiva sob...

Brasil e a Nova Tarifa Global de 10%

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, afirmou que o país não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelos Estados Unidos. Essa taxa será aplicada a todos os países exportadores, o que garante ao Brasil condições iguais no mercado norte-americano.

A declaração foi feita após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais as tarifas impostas anteriormente por Donald Trump, que utilizou poderes de emergência. A Corte decidiu que a criação de tarifas é uma prerrogativa do Congresso, não do Executivo.

Decisão Judicial e Suas Implicações

O julgamento anulou parte significativa do que ficou conhecido como “tarifaço”, que incluía uma alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando até 50% em alguns casos. Para Alckmin, essa decisão é crucial para o Brasil, pois abre oportunidades para ampliar as trocas comerciais.

Ele destacou que, no auge das tarifas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo afetadas, percentual que caiu para 22% no final do ano passado, graças a negociações diplomáticas.

Trump, por sua vez, anunciou que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação da nova taxa global de 10% com base em outros dispositivos da legislação comercial americana.

Setores que Podem se Beneficiar

O vice-presidente ressaltou que a nova tarifa não altera a posição do Brasil no comércio com os EUA. Ele afirmou que os 10% são globais e que o Brasil não perdeu competitividade. Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras comerciais anteriores.

Alckmin também mencionou que produtos estratégicos, como aço e alumínio, ainda podem enfrentar desdobramentos jurídicos devido à Seção 232 da legislação americana, que permite a imposição de tarifas sobre importações consideradas ameaças à economia.

O ministro enfatizou que o Brasil não é um país que gera déficit comercial para os EUA e defendeu a continuidade do diálogo bilateral.

Impacto Econômico das Novas Tarifas

Especialistas acreditam que a derrubada das tarifas pode impulsionar as exportações brasileiras e reduzir as pressões inflacionárias nos Estados Unidos, ao tornar produtos importados mais acessíveis. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 37,7 bilhões, representando 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior.

A redução das barreiras comerciais pode influenciar o fluxo de investimentos e o comportamento do dólar, impactando a economia brasileira. Apesar do revés judicial, Trump indicou que poderá abrir novas investigações comerciais e estruturar tarifas por outros meios legais, mantendo a proteção à indústria americana como foco de sua estratégia econômica.

Fonte por: Jovem Pan

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