Ex-presidente do Corinthians é removido do quadro de sócios do clube

Expulsão de Augusto Melo do Corinthians
Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians, foi expulso do quadro associativo do clube nesta segunda-feira (1º), após votação do Conselho Deliberativo que resultou em 147 votos a favor e apenas cinco contra. A expulsão ocorreu após um julgamento interno, onde Melo foi acusado de tentativa de golpe ao invadir o Parque São Jorge e tentar retomar o poder enquanto estava afastado.
Antes da decisão, Augusto divulgou uma nota afirmando que recebeu conselhos para renunciar, mas rejeitou essa possibilidade. Ele defendeu que não houve invasão e que não existem provas contra ele. Tentativas de suspender a votação na Justiça não tiveram resposta a tempo.
Em sua declaração, Melo afirmou ser alvo de acusações graves, incluindo a tentativa de golpe, que já foi arquivada pela polícia. Ele destacou que sempre respeitou a democracia e as normas do clube, confiando que a verdade prevalecerá.
Outras expulsões e renúncias no clube
Na semana anterior, outros dois ex-presidentes do Corinthians também foram expulsos. Andrés Sanchez foi expulso no dia 25 de agosto, após investigações que revelaram gastos pessoais de R$ 480.169,60 no cartão corporativo do clube. Duilio Monteiro Alves, aliado de Sánchez, renunciou ao título de sócio remido e se retirou do quadro de sócios, também investigado por uso indevido de recursos do Corinthians.
Na mesma data da expulsão de Melo, torcedores se reuniram em frente ao Parque São Jorge, manifestando apoio à exclusão do ex-presidente, embora a mobilização tenha sido menor em comparação àquela que ocorreu durante a votação da expulsão de Andrés. Melo não compareceu à reunião e sua defesa foi feita por seu advogado.
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Contexto do impeachment e acusações
Melo foi destituído em 9 de agosto de 2025, após a aprovação do impeachment em Assembleia Geral. Ele é acusado de envolvimento em um esquema de desvio de valores relacionados ao contrato com a antiga patrocinadora, Vai de Bet. As acusações resultaram em sua condição de réu por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado.
Após seu afastamento, Melo tentou retomar o poder, o que levou à sua exclusão. A vice-presidente do Conselho, Maria Ocampos, declarou-se presidente do órgão, apresentando um documento que alegava a nulidade de decisões tomadas por Melo. No entanto, a documentação foi considerada inválida.
O caso Vai de Bet e suas implicações
Augusto Melo se apresentou como uma alternativa nas eleições de 2023 para encerrar o domínio do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez. A crise começou em maio de 2024, quando surgiram denúncias sobre o caso Vai de Bet, que envolveu um contrato de R$ 360 milhões rescindido unilateralmente pela casa de apostas.
A investigação revelou que a Rede Social Media Ltda, apontada como intermediária do contrato, utilizou empresas fantasmas para desviar valores. O caso levou à abertura de um pedido de impeachment contra Melo, que enfrentou dificuldades para a realização da votação até que finalmente foi afastado em agosto de 2025.
Além de Melo, outros dois ex-dirigentes do clube também se tornaram réus, assim como o empresário Alex Cassundé, que foi apresentado como intermediário do contrato. Todos negam as acusações que pesam sobre eles.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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