Após polêmicas, ONU solicita que EUA reconsiderem política migratória na Copa

Estados Unidos cancelou entradas, revogou ingressos e realizou revistas rigorosas antes do Mundial

10/06/2026 12:30

3 min

Após polêmicas, ONU solicita que EUA reconsiderem política migratória na Copa
(Imagem de reprodução da internet).

ONU pede revisão da política migratória dos EUA durante a Copa do Mundo

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou que os Estados Unidos reconsiderem sua política migratória em meio à Copa do Mundo de futebol. Sua declaração surge em um contexto de crescente tensão, com oficiais da competição sendo barrados de entrar no país.

Türk enfatizou a necessidade de uma reflexão profunda sobre como as medidas de controle da imigração impactam os direitos e a dignidade humana, especialmente em um momento tão significativo como a Copa do Mundo.

Árbitro somali afastado da Copa do Mundo

No dia 8 de novembro, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi afastado da Copa do Mundo de 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada, apesar de possuir um visto válido. Artan, que foi eleito o melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025, deveria ser o primeiro árbitro da Somália a atuar em um mundial da FIFA.

A negativa de entrada não foi detalhada pelas autoridades, que mencionaram apenas questões relacionadas a seus antecedentes. A FIFA afirmou que não pode influenciar decisões de imigração, que são de responsabilidade exclusiva dos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.

A Somália é um dos países cujos cidadãos enfrentam restrições de viagem impostas pelo governo anterior dos EUA, que incluiu declarações negativas sobre o país.

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Impactos da política dos EUA na seleção do Irã

A seleção do Irã também enfrentou dificuldades devido à política migratória dos Estados Unidos. Os jogadores precisaram viajar para Ancara, na Turquia, para obter vistos canadenses e poderem participar da Copa do Mundo. Todos os jogos da fase de grupos do Irã ocorrerão nos EUA, o que gerou incertezas sobre a participação da equipe devido ao conflito com os Estados Unidos e Israel.

As incertezas sobre a concessão de vistos levaram a seleção a mudar sua base de treinamento de Tucson, Arizona, para Tijuana, no México. Além disso, a Federação Iraniana de Futebol acusou os EUA de revogar a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos, dificultando ainda mais a presença de fãs nas partidas.

Revistas rigorosas nas seleções

Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou a seleção do Senegal passando por uma rigorosa revista de segurança ao chegar aos Estados Unidos. O procedimento ocorreu na pista do avião, com policiais utilizando detectores de metal para inspecionar os jogadores.

Além do Senegal, a delegação do Uzbequistão também enfrentou um tratamento semelhante ao chegar aos EUA para um amistoso. Essas ações geraram críticas sobre o tratamento desigual que as seleções recebem nas fronteiras.

Fonte por: Jovem Pan

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