Ato na Cisjordânia condena lei de pena de morte em Israel

Famílias palestinas se mobilizam em Al-Bireh contra lei que permite execução de palestinos considerados “terroristas”

31/03/2026 18:20

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Durante o ato, manifestantes exibiram fotos de parentes detidos ...

Protesto em Al-Bireh contra nova lei de execução em Israel

Familiares de presos palestinos organizaram um protesto em Al-Bireh, na Cisjordânia, nesta terça-feira (31 de março de 2026). O ato foi uma reação à aprovação de uma lei pelo Knesset, o Parlamento de Israel, que permite a execução de palestinos considerados “terroristas” e julgados por tribunais militares israelenses.

Detalhes do protesto

O protesto ocorreu em frente à sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Os manifestantes exibiram cartazes com ilustrações de prisioneiros usando o tradicional lenço keffiyeh, acompanhados de cordas de enforcamento, e a mensagem: “Parem a lei de execução de prisioneiros antes que seja tarde demais”.

Conteúdo da nova lei

A lei, aprovada na segunda-feira (30 de março), estabelece a execução por enforcamento para condenados em tribunais militares. Palestinos na Cisjordânia são julgados por esse tipo de corte e, com a nova legislação, enfrentam pena de morte obrigatória, decidida por maioria simples, com recursos limitados.

Reações à legislação

Durante o protesto, líderes palestinos chamaram a nova lei de extrema e perigosa. O ativista Qaddura Fares afirmou que a legislação “reflete um desejo de vingança” e não aumentará a segurança em Israel, caracterizando-a como um sinal de fraqueza do estado israelense.

Fadi Abbas, presidente da Ordem dos Advogados da Palestina, descreveu a lei como “sem precedentes em seu extremismo e racismo”, acusando o governo israelense de tentar intimidar a população palestina e apagar sua identidade.

Críticas e ações legais

Ex-prisioneiros também participaram do protesto, com Rabah Jaber comparando a nova legislação a medidas do período do Mandato Britânico, especialmente durante a Grande Revolta Árabe na Palestina. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, criticou a norma, chamando-a de crime de guerra e uma “violação flagrante” da 4ª Convenção de Genebra. Em resposta, a Associação para os Direitos Civis em Israel acionou a Suprema Corte para tentar suspender a implementação da lei.

Fonte por: Poder 360

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