China refuta alegações de trabalho forçado após sobretaxa dos EUA

“China se opõe a manipulação política, afirma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores”

03/06/2026 05:20

2 min

China refuta alegações de trabalho forçado após sobretaxa dos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

China Rejeita Acusações de Trabalho Forçado e Tarifas dos EUA

A China manifestou sua oposição a tarifas unilaterais nesta quarta-feira (3), negando as alegações de trabalho forçado. A declaração ocorreu após os Estados Unidos proporem tarifas adicionais sobre importações de 60 países, citando falhas no controle do comércio de bens fabricados com trabalho forçado.

Segundo Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, “não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política“.

Proposta de Tarifas Adicionais pelos EUA

Na terça-feira (2), os EUA sugeriram a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo a China. Essa decisão foi baseada na conclusão de que a incapacidade de restringir o comércio de bens produzidos com trabalho forçado é injustificável e prejudica o comércio americano.

O governo dos EUA alega que esses países não estão cumprindo adequadamente a proibição de importação de bens fabricados com trabalho forçado, o que motivou a proposta de tarifas adicionais sobre todos os produtos dessas economias.

Alíquotas Propostas

O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) sugere uma alíquota de 10% para países que impuseram proibições efetivas à importação de produtos provenientes de trabalho forçado, como Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia. Para as demais economias, incluindo Brasil, Argentina, China, Japão, Reino Unido e Rússia, a proposta é de 12,5%.

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Reação dos EUA e Conclusão

Jamieson Greer, Representante de Comércio dos Estados Unidos, afirmou que a falha dos parceiros comerciais em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável, criando condições desiguais para os trabalhadores americanos. Ele enfatizou que não tolerarão mais essa disparidade e que todos os parceiros comerciais devem agir para garantir que o comércio não perpetue o trabalho forçado globalmente.

Fonte por: CNN Brasil

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