Camex prorroga avaliação sobre cota de carne para China e imposto do cacau

Reunião extraordinária de sexta-feira não decidiu sobre sistema de cotas de exportação e aumento de tributo possível.

27/02/2026 17:20

2 min de leitura

Brasil dobra vendas de carne bovina à China

Câmara de Comércio Exterior adia análise sobre exportação de carne bovina e importação de cacau

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou, em reunião extraordinária realizada na última sexta-feira (27), o adiamento da análise sobre a criação de um sistema para controlar a cota de exportação de carne bovina destinada à China. Além disso, foi discutido o aumento do imposto de importação do cacau, que poderia passar de 9% para 20%.

Segundo a assessoria de imprensa da GECEX (Comitê-Executivo de Gestão), ainda não há uma nova data definida para a análise, mas a expectativa é que o assunto seja retomado em 11 de março.

Propostas para controle de cotas de exportação

O modelo de distribuição de cotas sugerido pelas indústrias propõe uma divisão trimestral dos volumes até setembro, com base no desempenho das empresas em 2025. Essa proposta visa garantir uma gestão mais eficiente das exportações de carne bovina.

As incertezas em relação à intervenção do governo na exportação de carne têm gerado cautela no mercado. O analista de mercado, Fernando Henrique Iglesias, destacou que o setor exportador teme que a cota destinada à China se esgote rapidamente, o que poderia causar instabilidades nos preços da cadeia pecuária brasileira.

Medidas em análise para o setor do cacau

Após a suspensão temporária da importação de cacau da Costa do Marfim, o governo federal está considerando novas medidas para atender às demandas da cadeia produtiva brasileira, que enfrenta queda nos preços no mercado interno. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, mencionou que uma das propostas em discussão é aumentar a alíquota do imposto de importação do cacau de 9% para 20%.

Outra proposta em análise sugere a redução do prazo para que as indústrias exportem produtos fabricados com cacau importado sem a necessidade de pagamento do imposto de importação. Atualmente, as empresas têm até dois anos para realizar essas exportações, e a nova proposta é encurtar esse período para seis meses.

Reações do setor agrícola

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apoiou a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária de suspender temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, afirmando que essa medida protege a produção nacional contra pragas e oferece mais segurança aos produtores. A expectativa é que essas ações contribuam para a estabilidade do mercado e a proteção da produção local.

Fonte por: CNN Brasil

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.