DF contrata ONG vinculada à produtora de “Dark Horse” por R$ 5 milhões

Parceria para Transformação Digital nas Escolas do DF
A Secretaria de Educação do Distrito Federal estabeleceu uma parceria de R$ 5 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para implementar um programa de transformação digital nas escolas públicas. A ONG, presidida por Karina Ferreira da Gama, é conhecida por sua atuação na produção do filme “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. O acordo foi formalizado em 22 de dezembro de 2023, durante a gestão de Ibaneis Rocha.
Detalhes do Programa Steam Maker
O ICB foi contratado para desenvolver o programa Steam Maker, que visa a transformação digital no sistema educacional do DF. O projeto integra cinco áreas do conhecimento: ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, utilizando uma metodologia aplicada em “Smart Labs”, que são laboratórios de criatividade nas escolas. O plano de trabalho foi elaborado para garantir a eficácia da implementação.
Equipamentos e Aditivos Contratuais
Dezesseis escolas da rede de educação básica do DF foram selecionadas para participar do programa, que inclui a entrega de equipamentos como computadores, impressoras 3D e kits de robótica. O contrato inicial era de R$ 4 milhões, mas um mês após a contratação, um aditivo de R$ 1 milhão foi liberado. O prazo de vigência do contrato, que se estendia até 22 de dezembro de 2024, foi prorrogado até 23 de dezembro de 2025.
Busca por Respostas e Contexto
O Poder360 tentou contato com a Secretaria de Educação do DF, o Instituto Conhecer Brasil e a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF para obter comentários sobre a parceria, mas não obteve resposta até o momento da publicação. O texto será atualizado caso haja retorno.
Contexto Adicional
Karina Ferreira da Gama, presidente do ICB, ganhou destaque na mídia após reportagens que mencionaram mensagens e áudios relacionados ao senador Flávio Bolsonaro e ao empresário Daniel Vorcaro, que teria sido procurado para financiar a produção do filme. Desde então, surgiram informações sobre repasses de emendas e contratos com ONGs ligadas à produtora.
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A Polícia Civil de São Paulo também realizou buscas relacionadas a um contrato entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo, investigando possíveis irregularidades e superfaturamento. Karina Gama defendeu que o filme não recebeu recursos de fontes brasileiras e que o contrato com a prefeitura foi regular.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes afirmou que, até o momento, não foram identificadas irregularidades nos serviços prestados pelo instituto, comprometendo-se a tomar as devidas providências caso algo seja encontrado durante a investigação.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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